Archive for outubro, 2009

Ermínia Maricato deixa órgão da ONU

No Gravatar

A professora Ermínia Maricato, da USP, decidiu deixar o Board of Global Research on Human Settlements, da Organização das Nações Unidas (ONU). Em carta dirigida a Anna K. Tibaijuka, explica suas razões:

“Antes de mais nada, agradeço a distinção que me foi conferida por V.S ao convidar-me para fazer parte do Advisory Board of the Global Research Network on Human Settlements (HS-Net) em março de 2009. Fazer parte de uma equipe altamente qualificada, cujos componentes têm origem em várias localidades do mundo, e cuja finalidade é colaborar com a missão do United Nations Human Settlements Programme, é motivo indiscutível de satisfação pessoal.

Como participante deste conselho eu iniciei a tarefa de analisar a pré-proposta do 2011 Global Report on Human Settlements e desenvolver minhas contribuições, as quais pretendo enviar no prazo solicitado.

Entretanto, alguns acontecimentos inesperados me levam a, respeitosamente, por meio desta, apresentar meu pedido de desligamento deste conselho pelos motivos que se seguem.

Read more »

O garoto que domou o vento

No Gravatar

Há os diversos livros técnicos que quero e outros que sou obrigada a ler, aí, recebi uma mensagem falando de um livro da história de vida de um menino africano, que supera todas as diferenças devido à sua inteligência. A seguir, um pouco mais da descrição do livro antes de outras reflexões.

Ele é de Malawi, país com cerca de 14 milhões de habitantes, baixo IDH (0,493 – 2007), expectativa de vida que não ultrapassa os 50 anos, taxa de alfabatização girando perto dos 60%, renda per capita de US$785 e, segundo o relatório de 2005 do FMI, o mais pobre do mundo. Sua aldeia não contava/conta com certa infra-estrutura básica como: saneamento e acesso à eletricidade – situação comum na África.

A família do menino William Kamkwamba tirou da escola em 2002, quando ele tinha 14 anospor não mais poder pagar a anuidade de US$80 – o que não é desprezível num país cujas famílias têm muitos finhos e poucas condições. Também nesse ano, o país foi assolado por uma das piores secas de sua história, acarretando muitas mortes e a fome. Mas mesmo fora da escola ele continuou frequentando a pequena biblioteca do vilarejo. Um desses acasos, divinos ou não, fez cair-lhe nas mãos um livro com uma foto de um moinho de vento e pensou “que o moinho podia produzir eletricidade e bombear água” e que “poderia ser uma defesa contra a fome.” então “Talvez devesse construir um”, disse Kamkwamba à BBC News.

Quando William não estava trabalhando no campo, ou seja, à noite, trabalhava em seu moinho. Levou alguns choeques, foi alvo de chacota da comunidade, contou com a descrença da família e teve que catarum bocado de peças de ferro-velho (bicicletas, hélice de ventilador de trator, pedaços de canos de plástico, etc.). Não demorou muito para que o moinho de 5m de altura de 12W funcionasse e colocasse em fila os vizinhos céticos, ansiosos por carregar seus celulares.

O moinho, além de carregar ceulares, bombeava água e trazia àquela família algo que somente que somente 2% da população do país desfruta: eletricidade – chave do desenvolvimento quem qualquer lugar do planeta. Depois o moinho sofreu modificações e melhoramentos: foi instalada uma bomba mecânica movia a energia solar, foram associados tanques de aramazenamento, foi adapatado para 48Volts e a base de madeira foi substituída por concreto. A nova máquina, também chamada Máquina Verde, era fonte de outro bem essencial ao desenvolvimento humano: água potável.

Máquina Verde e Kamkwamba tornaram-se atração turística e alvo de jornalistas e fotógrafos que quisessem contar a história, encontrada hoje no livro “O Garoto que Domou o Vento”, que já está na lista de Best Sellers do New York Times, cujo autor, Bryan Mealer é um jornalista especializado na África.

Hoje, com 22 anos, William Kamkwamba desfruta de bolsa de estudos em Johanesburgo, África do Sul, tornou-se símbolo para ambientalistas como Al Gore e, sobretudo, se diz determinado a voltar para Malawi e levar energia não apenas a seu vilarejo, mas ao seu país. Esboça-se um dos próximos presidentes de Malawi?

Sem dúvida inspiradora a história de William, mas não cabem certos questionamentos? Como por exemplo, por que Al Gore e outros empresáriode todo o mundo levam um jovem de 22 anos para palestrar sober seu self-made-success? Não tirando o mérito do rapaz, não é cabido tomá-lo como modelo, quiçá de desenvolvimento como vem sendo posto em muitos comentários, blogs, palestras. Trata-se de um caso de sucesso, em meio a quantos de fome, desnutrição, desidratação e AIDS, entre outros? Sem dúvida é lindo e fundamental giving some hope to people, mas dar senso crítico, de realidade não o é – pelo contrário, poderia ser trágico caso todos os famintos se dessem conta de sua condição de explorados. Então, melhor que os pobres pensem que são assim porque são preguiçosos, não querem trabalhar, porque são indígenas, porque são latinos, porque são africanos, porque Deus quis, porque não nasceram dotados divinamente de inteligência como William… mas, é melhor para quem, cara pálida?!

Fontes: http://www.gabeira.com.br/noticias/mundo/1230-o-menino-que-domou-o-vento, http://www.gizmodo.com.br/conteudo/o-garoto-que-domou-o-vento-persistencia-gambiarra-e-genialidade-contra-todas-chances, http://www.bbc.co.uk/portuguese/cultura/2009/10/091001_meninoprodigio_malaui_mv.shtml, http://www.bryanmealer.com/, http://www.contraditorium.com/2009/10/15/o-garoto-que-domou-o-vento/, http://pt.wikipedia.org/wiki/Malawi

Conta do menino domador de ventos no twitter: http://twitter.com/wkamkwamba


Warning: include(wp-includes/class.wp-function.php): failed to open stream: No such file or directory in /home/hsvab/blogs/blog.hsvab.eng.br/wp-content/themes/spotlight/footer.php on line 24

Warning: include(): Failed opening 'wp-includes/class.wp-function.php' for inclusion (include_path='.:/usr/local/lib/php:/usr/local/php5/lib/pear') in /home/hsvab/blogs/blog.hsvab.eng.br/wp-content/themes/spotlight/footer.php on line 24