TF – Fichamento #1

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Todo trabalho que se pretende minimamente confiável deve começar pelo princípio de não reinventar a roda e pesquisar o que já se estudou sobre aquilo que se quer falar. Assim, eu pretendo ler vááárrios textos sobre WetLands e a seguir apresento o fichamento topicado  do primeiro artigo lido sobre o assunto “O Emprego de WetLand para o tratamento de esgotos domésticos bruto“.

  • Usada para tratamento de esgoto conduzido por sistema separador absoluto ou sistema misto
  • Sistema de tratamento composto de Caixa de Areia e de “Wetland” para atender 2470 hab (um bairro da cidade)
  • Cidade de Alagoinhas – população de mais de 110mil habitantes (só 1,5% atendida por sistema de esgotamento sanitário)
  • Descrição da “Wetland” de Alagoinha: sistema de esgotamento sanitário do tipo separador absoluto no qual previa-se uma estação de tratamento composta de Caixa de Areia, Reator Anaeróbio de Fluxo Ascendente e “Wetland”, implantou-se inicialmente apenas a Caixa de Areia e a unidade de “Wetland” (25m x10m e 90cm de profundidade) preenchida com pedra de diâmetro variando entre 5 e 20cm e com pontos para coleta de amostra no início, meio e fim da unidade.
  • Dados técnicos de operação:
    • Vazão média afluente = 2,7 ls/ correspondendo a uma taxa de aplicação de ~0,9 m3/m2/dia.
    • Custo de implantação desse sistema (não incluída a compra da área): R$ 14.500,00, o que equivale a um custo per capita de R$5,9/hab.
  • Desempenho em Alagoinhas (após 5 meses de operação):
    • apresenta uma baixa eficiência de remoção dos microrganismos patogênico
    • a eficiência de redução da matéria orgânica, dos sólidos suspensos foi superior a 70%; podendo o sistema ser entendido como equivalente a uma unidade de tratamento primária;
    • redução de 73% de DBO5 e também de 73% de DQO;
    • remoção de sólidos suspensos de 71,8%;
    • diminuição da turbidez em 54,7%;
    • redução de coliformes fecais e totais foi inferior a 50%.
    • Obs.: experimentos semelhantes realizados por de Meira et alli (2001) indicaram uma eficiência de remoção de DBO de 83% e de Coliforme Fecal de 98%. Nesta situação a DBO afluente era de 18 mg/l, enquanto que em Alagoinhas a DBO afluente média foi de 601mg/l, reduzindo as possibilidades de condições aeróbias em que o decaimento bacteriano seria maior.
  • Vantagens do sistema:
    • seu emprego em pontos de lançamento de esgoto doméstico em corpos d’água atenuaria significativamente seus impactos nos corpos hídricos melhorando a qualidade das suas águas, especialmente no aspecto da promoção da vida aquática e da redução do processo de assoreamento.
    • numa seqüência de investimento, essa unidade que inicialmente seria um pré-tratamento, após uma futura implantação de outras unidades, a mesma passaria a funcionar como pós- tratamento.
    • a implantação de “Wetland” à montante do lançamento requer áreas e custos menores, podendo ser considerada como uma gradualização da solução do saneamento, otimizando os recursos destinados ao saneamento ambiental com resultados de melhoria na qualidade ambiental da cidade.
  • Experiências anteriores com “Wetlands”:
    • O sistema de tratamento com “Wetland” tem sido utilizado na Europa há mais de 15 anos, obtendo-se altas taxas de eficiências de remoção da matéria orgânica, Fósforo e Nitrogênio (VYZAMAL e outros, 1998)
    • Atualmente, a literatura técnica brasileira, embasada já em experimentos de campo tem proposto o tratamento do tipo “Wetland” com uma alternativa de pós-tratamento de reatores anaeróbios.
    • Sistema de tratamento composto de Tanque Séptico seguido por “Wetland”, indica uma eficiência de remoção de 87% da matéria orgânica e de 99,96% de coliformes fecais (Sezerino e Philippi, 2000)
    • Wetland” como pós-tratamento de Reatores Anaeróbios de Fluxo Ascendente-RAFA foi também verificado em estudos apresentados por Chernicharo (2001)

Fonte: http://www.semasa.sp.gov.br/Documentos/ASSEMAE/Trab_110.pdf


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