O Direito à Moradia – por Nando Cordel

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O direito à moradia

Devia ser tão sagrado

Um ser que habita a terra

Não pode ficar largado,

Na chuva no frio ou no sol

Na rua abandonado.

Não podemos aceitar

Tamanha desigualdade.

Alguns moram em palacete

Outros ficam na saudade.

Dorme, mora a céu aberto

Por fora da sociedade.

Moradia é um direito

De toda população

Por isso que exigimos

Do governo de plantão.

Que construa urgentemente

Um plano de habitação.

Chegamos a três jornadas

Defendendo a moradia.

Deve ser o compromisso

De uma democracia

Para conquistar o teto

Pra o povo sorrir um dia.

Em um país que se preza.

O povo tem seu abrigo,

E se vive descoberto

Não pode ser um castigo.

Quem viola esse direito

Pra gente não é amigo.

Construir mega projetos

Não é a prioridade.

E seus impactos danosos

Danifica a cidade.

Atrasa o meio ambiente

Gerando calamidade.

Traz grande badalação.

E sempre o favorecido

Tem grana que faz montão.

Ficando à margem de tudo

Parte da população.

Se remove moradores

De onde estão instalados.

Por coerção e ameaças

Das casas são despejados.

Deixam no olho da rua

Com medo e apavorados.

Quando passa os eventos

O mundo volta à rotina.

Tudo foi uma falsidade

Dessa elite cretina,

Que mascara a realidade

Com fumaça de cortina.

Pra Copa e Olimpíada

A cidade faz jogada

Esconde sua pobreza,

Encoberta por fachada.

O brilho aparente chega

Na rua e na calçada.

A multidão da cidade

É apenas figurante.

São os gringos e os ricaços

Que no mundo flutuante

Aproveita da festança

Faz seu gasto extravagante.

Que nesse novo encontro

Avancemos nessa luta.

E o direito à morada

Venha já pra quem labuta.

Por isso seja mais um

Para vencer a disputa.

Texto recebido quando da 3ª Jornada da Moradia Digna (26 e 27/fev) cujo tema principal foi Os Mega Projetos e a Violação do Direito à Cidade.