TF – fichamento #2.5

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Capítulo 5 – Grupo das Opções das BMPs

 

Este capítulo fala sobre conceitos das classificações das BMPs em grupos (p.5-8), BMPs estruturais (p.5-8), BMPS não-estruturais (p.5-9), BMP – infiltração (p.5-10), BMP – filtração (P.5-10), BMP – detenção (p.5-10), BMP – planejamento e uso do solo (p.5-11), BMP – pós-desenvolvimento (p.5-11), Medidas estruturais que não atendem totalmente ao WQv (p.5-11), critérios de projeto e requisitos das BMPs (p.5-12),matriz de remoção de poluentes (p.5-12), medidas da EPA para controle de descarga de águas pluviais (p.5-13), eficácia das BMPs (p.5-14), prevenção (p.5-15), monitoramento (p.5-15), escolha da BMP adequada (p.5-15), impacto ambiental (p.5-16), remoção de poluentes em série (p.5-17), classificação das BMPs (p.5-20), controle à montante (p.5-20) e controle a jusante (p.5-20).

 

  • EPA (em 1999) determinou que cidades com menos de 100.000hab e que tivessem densidade maior que 4hab/ha teriam que apresentar programas para melhoria de qualidade das águas pluviais.

  • No Brasil, a resolução CONAMA nº357 (17/03/2005) classificou os corpos d’água nas classes 1, 2, 3 e 4, que não se aplicam ao lançamento das águas pluviais que levam a poluição difusa.

  • Mecanismos principais de remoção de poluentes das BMPs: sedimentação, infiltração no solo e processos biológicos e químicos.

  • Sedimentação: a remoção de sedimentos mais pesados se dá por gravidade. As dimensões de lagoas e wetlands devem ser calculadas para que as velocidades sejam suficientes para o tempo de detenção e depósito das partículas no fundo. Como a velocidade de deposição em ambientes naturais é menor que nos artificiais, recomenda-se usar 1/2 da velocidade teórica de deposição dos sedimentos conforme tabela da p.5-5.

  • Infiltração no solo: ao passar pelo solo, a água é filtrada e há remoção de decomposição aeróbica e precipitação química [Estado da Virgínia, 1992]. Vale ressaltar que pode haver contaminação das águas subterrâneas e aquíferos.

  • Processos biológicos e químicos:

    • Substâncias coloidais: trata-se principalmente por filtração por vegetação. São principais fatores que afetam a filtração: profundidade, densidade e tipo de vegetação. Com esses parâmetros e considerando também a variação de nível na lagoa ou wetland deve escolher a vegetação – espécies com estruturas densas e finas apresentaram melhor desempenho no geral.

    • Nutrientes solúveis: seu tratamento consiste em duas etapas: 1) adsorção e precipitação e 2) precipitação. Os nutriente solúveis são frequentemente adsorvidos pelos sedimentos e plantas epifíticas existentes nas macrófitas das wetlands.

    • Tratamento biológico: se dá principalmente por algas e bactérias. A maior diferença entre lagoas e wetlands é que em lagoas o tratamento deve-se ao plâncton, ao passo que nas wetlands, deve-se ao biofillme da superfície das plantas aquáticas macrófitas. Altas velocidades e turbulência podem romper o biofilme, por isso devem ser evitados nas wetlands.

  • Uma BMPs pode ser avaliada no que tange à sua performance, eficiência e efetividade.

  • Concentrações irredutíveis [Schueler, 2000 in EPA e ASCE 2002]:

    • TSS: 20mg/l a 40mg/l

    • PT: 0,15mg/l a 0,20mg/l

    • NT: 1,9mg/l

    • Nitrato (N): 0,7mg/l

    • NTK: 1,2mg/l

  • Classificação das BMPs:

    • estruturais: infiltração (trincheira de infiltração, bacia de infiltração, pavimento permeável), filtração (filtros de areia, canal gramado, bacia de filtração, faixa de filtro gramado), detenção (lagoa de detenção alagada, wetlands artificiais, separador de óleos e graxas).

    • Não-estruturais: planejamento de uso do solo, pós-desenvolvimento (limpeza e manutenção de ruas, manutenção de gramados, etc.)

      • limpeza das ruas: medida importantíssima pois, em áreas urbanizadas com elevada taxa de impermeabilização, pode chegar a reduzir ~80% dos poluentes, mas não atinge óleos ou graxas.

    • Controle à montante: controle no lote que pode ser dar por armazenamento (no telhado, em estacionamento de veículos, em reservatórios enterrados ou no jardim) ou infiltração (pequenas lagoas com 100mm de profundidade, trincheira de infiltração, vala gramada, micro-drenagem com tubos perfurados, faixa de filtro gramada, vegetação ripariana, rain gradens, captação de água da chuva).

    • Controle à jusante: para áreas maiores que 2ha, tem por objetivo controlar impactos de urbanização de maneira a melhorar a qualidade das águas pluviais (bacias de detenção molhadas, wetlands, reservatório de detenção seco, bacia de infiltração).

  • Medidas estruturais que sozinhas não atendem totalmente o WQv:

    • bacia de detenção seca com detenção estendida;

    • separador de óleo e graxa;

    • faixa de filtro gramada;

    • canal gramado.

  • Medidas da EPA para controle de descargas de águas pluviais:

    • educação ambiental;

    • envolvimento e participação da população;

    • detecção e eliminação de ligações clandestinas nas redes pluviais;

    • construção de obras para controle do acesso das águas pluviais

    • novas obras e aquelas a serem novamente reconstruídas devem atender às novas exigências;

    • prevenção da poluição;

    • limpeza urbana.

  • Bem Urbonas e John T. Oerfer puseram em dúvida as BMPs estruturais e não estruturais nos EUA sugerindo que é dispendido muito dinheiro sendo a mitigação do impacto ambiental muito baixa.

  • Prevenção: [Auckland, 2000] toda pessoa deve evitar, mitigar ou remediar qualquer efeito adverso no meio ambiente proveniente de atividade que prejudique o ecossistema.

  • Monitoramento: pode/deve ser feito nas BMPs estruturais e não-estruturais, tendo muita dificuldade de exequibilidade nestas últimas.

  • Métodos para remoção de poluentes em série: a) simples de Schueler na p.5-17, b) usado na Geórgia (EUA) a p.5-19 c) segundo New Jersey na p.5-19.

  • Escolha da BMP:

Glossário adquirido:

BMP – best manangement pratices (medidas ótimas de gerenciamento)

EPA – Environment Protection Agency

Classe 1 – águas que podem ser destinadas: a) ao abastecimento para consumo humano, após tratamento simplificado; b) à proteção das comunidades aquáticas; c) à recreação de contato primário, tais como natação, esqui aquático e mergulho, conforme Resolução CONAMA no 274, de 2000; d) à irrigação de hortaliças que são consumidas cruas e de frutas que se desenvolvam rentes

ao solo e que sejam ingeridas cruas sem remoção de película; e) à proteção das comunidades aquáticas em Terras Indígenas.

Classe 2 – águas que podem ser destinadas: a) ao abastecimento para consumo humano, após tratamento convencional; b) à proteção das comunidades aquáticas; c) à recreação de contato primário, tais como natação, esqui aquático e mergulho, conforme Resolução CONAMA no 274, de 2000; d) à irrigação de hortaliças, plantas frutíferas e de parques, jardins, campos de esporte e

lazer, com os quais o público possa vir a ter contato direto; e) à aqüicultura e à atividade de pesca.

Classe 3 – classe 3: águas que podem ser destinadas: a) ao abastecimento para consumo humano, após tratamento convencional ou avançado; b) à irrigação de culturas arbóreas, cerealíferas e forrageiras; c) à pesca amadora; d) à recreação de contato secundário; e) à dessedentação de animais.

Classe 4 – águas que podem ser destinadas: a) à navegação; b) à harmonia paisagística.

Performance – medidas que mostram como são tratadas as metas das BMPs para águas pluviais são tratadas.

Efetividade – medidas que mostram como são tratadas as metas das BMPs em relação a total do volume de escoamento superficial.

Eficiência – medidas que mostram como as BMPs removem ou controlam os poluentes.

Concentração irredutível – concentração mínima de poluentes que se atinge ao usar BMPs para melhoria das águas pluviais

Impacto ambiental – [resolução CONAMA nº1/86] é qualquer alteração das propriedades físicas, químicas e biológicas do meio ambiente, causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades humanas, que direta ou indiretamente afetam: a) saúde, segurança e bem-estar da população; b) as atividades sociais e econômicas; c) a biota; d) as condições estéticas e sanitárias do meio ambiente; e) a qualidade dos recursos ambientais.

 

Capítulo 5 – Grupo das Opções das BMPs 

Este capítulo fala sobre conceitos das classificações das BMPs em grupos (p.5-8), BMPs estruturais (p.5-8), BMPS não-estruturais (p.5-9), BMP – infiltração (p.5-10), BMP – filtração (P.5-10), BMP – detenção (p.5-10), BMP – planejamento e uso do solo (p.5-11), BMP – pós-desenvolvimento (p.5-11), Medidas estruturais que não atendem totalmente ao WQv (p.5-11), critérios de projeto e requisitos das BMPs (p.5-12),matriz de remoção de poluentes (p.5-12), medidas da EPA para controle de descarga de águas pluviais (p.5-13), eficácia das BMPs (p.5-14), prevenção (p.5-15), monitoramento (p.5-15), escolha da BMP adequada (p.5-15), impacto ambiental (p.5-16), remoção de poluentes em série (p.5-17), classificação das BMPs (p.5-20), controle à montante (p.5-20) e controle a jusante (p.5-20).

EPA (em 1999) determinou que cidades com menos de 100.000hab e que tivessem densidade maior que 4hab/ha teriam que apresentar programas para melhoria de qualidade das águas pluviais.
No Brasil, a resolução CONAMA nº357 (17/03/2005) classificou os corpos d’água nas classes 1, 2, 3 e 4, que não se aplicam ao lançamento das águas pluviais que levam a poluição difusa.
Mecanismos principais de remoção de poluentes das BMPs: sedimentação, infiltração no solo e processos biológicos e químicos.
Sedimentação: a remoção de sedimentos mais pesados se dá por gravidade. As dimensões de lagoas e wetlands devem ser calculadas para que as velocidades sejam suficientes para o tempo de detenção e depósito das partículas no fundo. Como a velocidade de deposição em ambientes naturais é menor que nos artificiais, recomenda-se usar 1/2 da velocidade teórica de deposição dos sedimentos conforme tabela da p.5-5.
Infiltração no solo: ao passar pelo solo, a água é filtrada e há remoção de decomposição aeróbica e precipitação química [Estado da Virgínia, 1992]. Vale ressaltar que pode haver contaminação das águas subterrâneas e aquíferos.
Processos biológicos e químicos:
Substâncias coloidais: trata-se principalmente por filtração por vegetação. São principais fatores que afetam a filtração: profundidade, densidade e tipo de vegetação. Com esses parâmetros e considerando também a variação de nível na lagoa ou wetland deve escolher a vegetação – espécies com estruturas densas e finas apresentaram melhor desempenho no geral.
Nutrientes solúveis: seu tratamento consiste em duas etapas: 1) adsorção e precipitação e 2) precipitação. Os nutriente solúveis são frequentemente adsorvidos pelos sedimentos e plantas epifíticas existentes nas macrófitas das wetlands.
Tratamento biológico: se dá principalmente por algas e bactérias. A maior diferença entre lagoas e wetlands é que em lagoas o tratamento deve-se ao plâncton, ao passo que nas wetlands, deve-se ao biofillme da superfície das plantas aquáticas macrófitas. Altas velocidades e turbulência podem romper o biofilme, por isso devem ser evitados nas wetlands.
Uma BMPs pode ser avaliada no que tange à sua performance, eficiência e efetividade.
Concentrações irredutíveis [Schueler, 2000 in EPA e ASCE 2002]:
TSS: 20mg/l a 40mg/l
PT: 0,15mg/l a 0,20mg/l
NT: 1,9mg/l
Nitrato (N): 0,7mg/l
NTK: 1,2mg/l
Classificação das BMPs:
estruturais: infiltração (trincheira de infiltração, bacia de infiltração, pavimento permeável), filtração (filtros de areia, canal gramado, bacia de filtração, faixa de filtro gramado), detenção (lagoa de detenção alagada, wetlands artificiais, separador de óleos e graxas).
Não-estruturais: planejamento de uso do solo, pós-desenvolvimento (limpeza e manutenção de ruas, manutenção de gramados, etc.)
limpeza das ruas: medida importantíssima pois, em áreas urbanizadas com elevada taxa de impermeabilização, pode chegar a reduzir ~80% dos poluentes, mas não atinge óleos ou graxas.
Controle à montante: controle no lote que pode ser dar por armazenamento (no telhado, em estacionamento de veículos, em reservatórios enterrados ou no jardim) ou infiltração (pequenas lagoas com 100mm de profundidade, trincheira de infiltração, vala gramada, micro-drenagem com tubos perfurados, faixa de filtro gramada, vegetação ripariana, rain gradens, captação de água da chuva).
Controle à jusante: para áreas maiores que 2ha, tem por objetivo controlar impactos de urbanização de maneira a melhorar a qualidade das águas pluviais (bacias de detenção molhadas, wetlands, reservatório de detenção seco, bacia de infiltração).
Medidas estruturais que sozinhas não atendem totalmente o WQv:
bacia de detenção seca com detenção estendida;
separador de óleo e graxa;
faixa de filtro gramada;
canal gramado.
Medidas da EPA para controle de descargas de águas pluviais:
educação ambiental;
envolvimento e participação da população;
detecção e eliminação de ligações clandestinas nas redes pluviais;
construção de obras para controle do acesso das águas pluviais
novas obras e aquelas a serem novamente reconstruídas devem atender às novas exigências;
prevenção da poluição;
limpeza urbana.
Bem Urbonas e John T. Oerfer puseram em dúvida as BMPs estruturais e não estruturais nos EUA sugerindo que é dispendido muito dinheiro sendo a mitigação do impacto ambiental muito baixa.
Prevenção: [Auckland, 2000] toda pessoa deve evitar, mitigar ou remediar qualquer efeito adverso no meio ambiente proveniente de atividade que prejudique o ecossistema.
Monitoramento: pode/deve ser feito nas BMPs estruturais e não-estruturais, tendo muita dificuldade de exequibilidade nestas últimas.
Métodos para remoção de poluentes em série: a) simples de Schueler na p.5-17, b) usado na Geórgia (EUA) a p.5-19 c) segundo New Jersey na p.5-19.
Escolha da BMP:

Glossário adquirido:
BMP – best manangement pratices (medidas ótimas de gerenciamento)
EPA – Environment Protection Agency
Classe 1 – águas que podem ser destinadas:  a) ao abastecimento para consumo humano, após tratamento simplificado;  b) à proteção das comunidades aquáticas;  c) à recreação de contato primário, tais como natação, esqui aquático e mergulho, conforme  Resolução CONAMA no 274, de 2000;  d) à irrigação de hortaliças que são consumidas cruas e de frutas que se desenvolvam rentes
ao solo e que sejam ingeridas cruas sem remoção de película; e) à proteção das comunidades aquáticas em Terras Indígenas.
Classe 2 –  águas que podem ser destinadas:  a) ao abastecimento para consumo humano, após tratamento convencional;  b) à proteção das comunidades aquáticas;  c) à recreação de contato primário, tais como natação, esqui aquático e mergulho, conforme  Resolução CONAMA no 274, de 2000;  d) à irrigação de hortaliças, plantas frutíferas e de parques, jardins, campos de esporte e
lazer, com os quais o público possa vir a ter contato direto; e) à aqüicultura e à atividade de pesca.
Classe 3 – classe 3: águas que podem ser destinadas:  a) ao abastecimento para consumo humano, após tratamento convencional ou avançado;  b) à irrigação de culturas arbóreas, cerealíferas e forrageiras;  c) à pesca amadora;  d) à recreação de contato secundário; e) à dessedentação de animais.
Classe 4 – águas que podem ser destinadas:  a) à navegação; b) à harmonia paisagística.
Performance – medidas que mostram como são tratadas as metas das BMPs para águas pluviais são tratadas.
Efetividade – medidas que mostram como são tratadas as metas das BMPs em relação a total do volume de escoamento superficial.
Eficiência – medidas que mostram como as BMPs removem ou controlam os poluentes.
Concentração irredutível – concentração mínima de poluentes que se atinge ao usar BMPs para melhoria das águas pluviais
Impacto ambiental – [resolução CONAMA nº1/86] é qualquer alteração das propriedades físicas, químicas e biológicas do meio ambiente, causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades humanas, que direta ou indiretamente afetam: a) saúde, segurança e bem-estar da população; b) as atividades sociais e econômicas; c) a biota; d) as condições estéticas e sanitárias do meio ambiente; e) a qualidade dos recursos ambientais.