Archive for agosto, 2011

Isso é um problema de engenharia?!

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Por diversas razões, relembrei de uma dinâmica que um professor meu da Poli em aula de Tecnologia do Concreto uma certa vez…

Ele apresentou a manchete do jornal do dia a respeito das inundações na cidade de São Paulo no dia anterior e perguntou à sala: “Isso é um problema de engenharia?”
A sala ficou em silêncio como fomos bem adestrados a ficar por toda nossa vida escolar…
Ele propôs então a seguinte dinâmica: de um lado deveriam se sentar os que achavam que era um problema de engª, do outros os que achavam que não era um problema de engª e, no meio, os que achavam que era um problema dos políticos. Eu estava na sala junto com um amigo e entre nós houve um olhar cúmplice de que era óbvio que se tratava de um problema de engª, assim como de gestão de políticas públicas, etc. e que toda a sala sentaria do nosso lado.
Qual não foi nossa surpresa ao ver que apenas 6 pessoas (4 além de nós) achavam que inundações urbanas tinham alguma coisa a ver com engª. Uns 4 achavam que o problema era dos políticos e a grande maioria achava que isso não tinha nada a ver com engª.
Interessante foi a argumentação daqueles deste último grupo dizendo que, se o engº seguiu à risca as normas no momento de construir as estruturas hidráulicas ele não tinha nada a ver com o caso. Vejam, não estávamos discutindo responsabilização legal nem nada disso… Era uma discussão sobre engª no âmbito mais abstrato e isso havia ficado claro por parte do docente. Foi ignorado inclusive o que foi dado em aulas anteriores da própria disciplina explicando como e quem fazem as tais normas técnicas.

Bem, só posso dizer que esse dia me marcou.

TF – fichamento #2.6

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Este capítulo versa mais especificamente sobre a BMP Trincheira de Infiltração: Introdução (p.6-3), critério de seleção (p.6-6), Limitações (p.6-7), Custos (p.6-8), Informações adicionais (p.6-8), Trincheira para infiltração total (p.6-8), Trincheira para infiltração parcial (p.6-8), Pré-tratamento (p.6-8), Projeto (p.6-9), Manutenção (p.6-10), Dimensionamento da trincheira de infiltração (p.6-10), Profundidade máxima admissível (p.6-10), Volume da trincheira (p.6-11), Procedimentos de cálculo (p.6-11), Recarga das águas subterrâneas (p.6-15), Duração da obra – longevidade (p.6-15) e Método que usa a trincheira para deter pico de enchente (p.6-15)

 

  • Definição: a trincheira de infiltração consiste basicamente numa vala rasa preenchida com pedra britada que drena o escoamento superficial para permitir a infiltração das águas pluviais no solo em certo período de tempo.

  • Critérios de seleção:

    Indicada para:

    • áreas menores que 4ha; [segundo FHWA, 2004]

    • solo permeável tipo A ou B do SCS;

    • recarga do aquífero subterrâneo;

    • pode ser construída em locais destinados somente a deter o volume do escoamento superficial e melhorar a qualidade das águas pluviais, a fim de diminuir os custos das obras de drenagem a jusante.

      Não indicada para:

    • declividades acima de 5%; [Austrália 1998]

    • solo do tipo D do SCS ou com taxa de infiltração saturada < 7,6mm/h:

    • área de risco de contaminação das águas subterrâneas (próximo a postos de gasolina, por exemplo);

    • vazões muito grandes pois a água pode passar por cima;

    • área de instabilidade geológica ou de solos de geologia cárstica (rochas com presença de calcáreo, carbonatos ou cavernas).

  • Tipos:

    • de infiltração parcial: uma parte das águas pluviais infiltra no solo e outra parte é captada por drenos (tubos perfurados); ou

    • de infiltração total: conta com uma camada de areia entre as britas e solo, geralmente destinada à recarga de mananciais subterrâneos, dimensionada com Tr de 2 ou 10 anos;

    • superficial: mais usada; ou

    • enterrada: menos comum.

  • Pré-tratamento: é necessário pré-tratamento do runoff para evitar entupimento.

    • Consiste basicamente em remover as partículas e sedimentos maiores, óleos e graxas.

    • Pode ser faixa de filtro gramada, canal gramado, ou outra solução, sendo a mais comumente empregada a primeira, com largura mínima de 6m.

    • Parâmetros: velocidade de saída não erosiva, existência de bacia de sedimentos, Tr = 2anos, volumepré-tratamento = 10% a 25% de WQv.

  • Projeto:

    • percolação mínima do solo nas adjacências: entre 15 e 60mm/h;

    • distância mínima entre fundo da trincheira e rocha/lençol freático abaixo: 1,20m;

    • aplicação de geossintético no fundo e laterais das valas, com transpasse de 30cm;

    • profundidade tal que o tempo de drenagem fique entre 24 e 48h;

    • a trincheira deve fica no mínimo a 6m da construção mais próxima;

    • tubos perfurados (quando usados): declividade mínima de 5% e diâmetro mínimo de 100mm;

    • à montante: pré-tratamento;

    • à jusante: berma p/ formar pequena lagoa e aumentar a infiltração;

  • Métodos de dimensionamento:

    • para melhoria da qualidade das águas pluviais (ver p.6-9 p/ detalhes)

    • para melhoria da qualidade das águas pluviais e também detenção do pico de enchente (ver p.6-15 p/ detalhes)

    • procedimento de cálculo:

      1) determinar o volume de armazenamento Vw por meio dos métodos WQv;

      2) calcular a profundidade máxima (dmax);

      3) determinar a profundidade da trincheira considerando o nível do lençol freático e dmax;

      4) Calcular a área da superfície da trincheira e determinar sua largura.

    • diferença entre os métodos: o segundo método considera que o fundo da trincheira entope rapidamente e, por isso, usas somente 1/2 das áreas verticais dela, além de sugerir um acréscimo de 25% no volume do runoff devido à aplicação do método racional

  • Eficiência da trincheira de infiltração:

 

 

 

 

 

  • Manutenção:
    • prever poço de observação (pode ser de PVC) no centro para monitorar o funcionamento;
    • prever manutenção preventiva ao menos 2 vezes/ano;
    • retirar sedimentos retidos no pré-tratamento sempre q houver chuvas muito fortes.
  • Vida útil: considerando haver pré-tratamento
    • de 10 a 15 anos ou
    • L = (25.f)0,4 onde L é a longevidade em anos e f a permeabilidade em mm/h
  • Custos:
    • de construção (em dólares, em função do volume): C = 1317.V0,63
    • de manutenção: de 5% a 20% do custo de construção (alto).

 

Glossário adquirido:

Tr – tempo de retorno

Abertas inscrições para 3ª Conferência Estadual de Política para Mulheres

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Abaixo, segue comunicado do CONSELHO ESTADUAL DE DEFESA DOS DIREITOS DA PESSOA HUMANA – CONDEPE

A Comissão Organizadora da 3ª Conferência Estadual de Política para Mulheres (3ª CEPM) CONVIDA as mulheres do Estado de São Paulo, para participarem das seguintes Comissões que compõe a Comissão Organizadora da 3ª CEPM:

1- COMISSÃO TEMÁTICA

2- COMISSÃO DE COMUNICAÇÃO

3- COMISSÃO DE ARTICULAÇÃO E MOBILIZAÇÃO

4- COMISSÃO DE RELATORIA

As inscrições para a participação nessas Comissões deverão ser feitas exclusivamente através do e-mail: cecfeventos@gmail.com e serão recebidas impreterivelmente do dia 22 ao dia 28 de agosto de 2011.

Para inscrever-se é necessário informar o nome, o e-mail, se pertence a alguma entidade, movimento de mulheres ou órgão governamental, se positivo, informar qual, e a Comissão que fará parte.

A primeira reunião das Comissões acima citadas, ocorrerá no dia 2 de setembro, às 10,00 horas, na sede do CECF, à Rua Antonio de Godoi, 122, 6º andar – Santa Efigenia – São Paulo – SP.

qdo eu me formar…

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É, está chegando perto e tudo o que consigo pensar é nas inúmeras coisas que quero fazer depois de não ter mais que pensar todos os dias “hj tenho que ir para a Poli… aff”. E os pensamentos não giram em torno de emprego ou qual a empresa dos meus sonhos de carreira…. após breve sensação de culpa por não estar ansiosa com os assuntos que todos esperam com que eu esteja, fico olhando o infinito da janela do meu quarto, as gotas de chuvas caindo no chão, as pessoas passando em alta velocidade do lado de fora do ônibus.

E enumero, quais e quantos livros tenho vontade de ler;

as diversas línguas que tenho vontade de estudar e entender, por meio delas, outras culturas;

o tempo de ócio criativo que poderia ser dedicado a simplesmente pensar o mundo;

as diversas receitas culinárias que gostaria de experimentar, com o devido tempo de cocção e também de apreciação;

os diversos parques da metrópole paulistana que mereciam uma tarde de piquenique e fotos com pessoas queridas;

os longos minutos de observação real das pessoas nas ruas;

a retomada com calma dos teoremas matemáticos que foram decorados e cuspidos em folhas brancas A4 nestes anos;

o entendimento de como se dão as relações de educação social e política das pessoas que fazem ou não funcionar nossos maravilhosos projetos de engenharia;

a sensação de felicidade sem pressa que pode proporcionar um bom pega-pega com as cachorras e esconde-esconde com crianças.

Sinto falta de viver: por isso minha dedicação em terminar a Poli o mais rápido possível – é a única coisa que me consome e me faz mal neste momento.