Maternidade, lá vou eu!

No Gravatar

Fazem anos que não escrevo no meu blog, mais precisamente desde 2016 e, parando hoje para refletir, hoje, acho que faz sentido, acho que o gap desses anos não foi à toa, mas esse período ainda está sendo digerido e ficará para um outro post… Neste post, de reestreia, de retorno, de reescrita, quero falar é de novidade: a maternidade chegou por aqui!

Não sou daquelas pessoas que “sempre sonhou em ser mãe” e muito menos que acha que “ser mãe é lindo!”. E por que eu não colocava a maternidade nos planos? Não é porque não gosto de crianças, não é porque não gosto de mães, não é porque sou egoísta (ouvi isso de um colega de trabalho), não é porque vai “deformar meu corpo” (também já ouvi isso de uma colega de trabalho). Acho que a minha falta de planos de ser mãe se deve ao fato de que ela pesa, socialmente falando. Mas se ela não foi planejada, ela não é desejada? Também não, a gravidez aconteceu e a criança vem sendo muito desejada e será muito bem vinda na nossa família!!!

A descoberta

Fim de 2018 eu já havia decidido sair do meu trabalho e janeiro foram os dias de um aviso prévio informal. Eu passei bem mal vários dias… mas, como eu já estava num ambiente de trabalho bastante insatisfatório e já tinha me sentido fisicamente mal antes por conta disso, achei que esse era o único motivo e que iria passar (como outra vezes). Entretanto, ainda após minha saída do trabalho, os enjoos continuaram e a menstruação não veio. Desconfiei, mas esperei, dado que outra vezes minha menstruação também havia atrasado por causa do stress. Mais alguns dias se passaram e um outro enjoo forte no voo Belém – São Paulo aconteceu – eu nunca enjoei em avião, e embora tivesse havido muita turbulência, resolvi fazer o teste de farmácia mais barato, só pra tirar a dúvida e, voilá: dois risquinhos! Falei pro Diego, meu companheiro, que já estava mais desconfiado que eu e ele ficou meio atônito… Decidimos que iríamos repetir exame de farmácia dali uns dias, mas compraríamos o melhor e, é óbvio que o resultado foi o mesmo 🙂 Não contentes, fomos ao médico dali uma semana para solicitar um exame de sangue de confirmação – o médico pediu logo o exame de sangue e também o primeiro ultrassom. O exame de sangue saiu, obsoleto, depois do ultrassom quando já ouvimos o coraçãozinho batendo <3

Contando a novidade

Eu, que já estava pensando em mudanças na vida, principalmente por conta das escolhas profissionais, estava/estou agora encarando mudanças ainda mais profundas e maiores. Mas aí veio a pergunta: como contar pras famílias? Como comunicar amigues? Bem, aproveitamos no aniversário da Júlia (sogrona) já teríamos completado 12 semanas, que é o trimestre mais delicado, e contamos para a parte da família mais próxima. Foi preciso um pouco de persuasão pra reunir as duas futuras vovós no mesmo horário e local, mas elas estavam lá. Nada como uma caixinha em forma de ovo pra embalar essa novidade. Então, preparamos ovinhos metálicos contendo um sapatinho ou luvinha, um bilhete e uma fotinho do ultrassom e 1 BIS, afinal, Páscoa estava chegando… Entregamos os ovos e inicialmente a Paulinha (cunhada) não entendeu a antecipação de ovos de Páscoa. Na sequência contamos a boa nova, demorou pra “cair a ficha” das avós, mas como foi emocionante!!!

A partir daí fomos contando pra outras pessoas da família, amigues e colegas de trabalho – infelizmente não conseguimos encontrar pessoalmente todas pessoas para quem queríamos olhar nos olhos e contar que virá um(a) svabatoninho(a) por aqui. Então, se você está sabendo da novidade por esse post, não fique triste, saiba que está sendo escrito com muito carinho para contar para você que por aqui estamos bem felizes!!!

Regrinhas do Jogo

  • Sexo do bebê
    Não queremos saber o sexo da criança, isso não importa. E também não nos importamos com esteriótipos de gênero, então se quiser dar presentes, sinta-se livre para comprar coisas/roupas de todas as cores porque se for menino vai vestir rosa e ser for menina, vai usar azul. Mas se você fizer muita questão mesmo de saber, faz assim, nos dias pares considere que será menina; nos ímpares, menino.
  • “Ah, mas era só um conselho”
    Rede de apoio e afeto é importante sempre, ainda mais quando um novo ser está a caminho. Mas o pai e a mãe (especialmente a mãe) já têm um monte de novas emoções e tarefas para lidar… ficar tendo de lidar com “conselhos” ou “sugestões” não solicitados só sobrecarrega ainda mais o casal. Somos adultos, sabemos que temos limitações e, não se preocupem, se precisarmos pediremos ajuda.
  • Gestação
    É um momento muito bacana e ao mesmo tempo que traz medos e angústias. Então, estamos lendo bastante, conversando muito e frequentando médicos e rodas de apoio que trazem informação relevante para esta fase. Se você tem uma história ruim, trágica ou que não acrescenta nada positivo – por favor, guarde-a para você neste momento. O pré-Natal está sendo feito com carinho e cuidado, podem confiar!
  • Parto
    Já decidimos que queremos um parto humanizado, independente da via de parto – o que esperamos das pessoas próximas é apoio às nossas decisões, sejam elas quais forem 🙂

Por fim, é um prazer compartilhar essa notícia com vocês, no dia de hoje, Dia das Mães. Agradeço a todos presentes que recebi hoje: do companheiro, da mãe, das amigas e até do PetShop onde deixamos a Mary Jane (a irmão cachorra mais velha dessa criança). Agradeço àquelas pessoas que têm empatia e perguntam como estou, antes de perguntar do(a) bebê. Agradeço àquelas pessoas que já ofereceram alguma ajuda e palavra amiga ao invés de julgamentos e preconceitos. Enfim, agradeço o amor porque é dele que se faz e se nutre a vida!