Archive for the 'Engenharia / Arquitetura' Category

Hackathon Organizações da Sociedade Civil – projetos

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Paulo Meirelles, com sua toalha, no dia do orgulho nerd, imitou Silvio Santos

Paulo Meirelles, com sua toalha, no dia do orgulho nerd, imitou Silvio Santos

A apresentação do Hackathon das Organizações da Sociedade Civil (OSC) não poderia começar mais animado: Paulo Meirelles, que conhecço originalmente do CCSL e que hoje é professor da UnB, ficou imitando o Silvio Santos. Aí, acertados detalhes de som, projeção, luminosidade, etc. começaram as apresentações dos 7 projetos desenvolvidos nas últimas 30h, cada uma contando com 5min e cuja avaliação não será feita exclusivamente a partir das apresentações, mas considerando também (ufa!) os códigos gerados.

A seguir, vou apresentar algumas anotações e observações minhas que fiz ao longo da aprsentação dos projetos, porém já alerto que os dados oficiais gerados pelas equipes estão disponíveis aqui.

 

Apresentação do projeto TIGRE

Apresentação do projeto TIGRE

TIGRETransparência de Investimentos Governamentais Rastreados Eletronicamente

Trata-se de um aplicativo para dar transparência a investimentos governamentais que disponibiliza API padronizada.

Na apresentação fizeram críticas às bases de dados do governo (faltam APIs livres), apontaram que criar aplicativos com base em planilha excel é um ato de perpetuação de vícios/erros das bases. Como dificuldade que encontraram no processo disseram não terem conseguido usar redes neurais por conta da fragmentação das bases de dados.

Tecnologias utilizadas:
-> front-end: HTML5, CSS3, Java Script / jQuery, JSON, Google Maps API, PhoneGap
-> back end: PHP / MySQL,Laravel Framework PHP, Apache Server, Debian GNU/Linux, Vagrant / Virtual Box, LibFann
-> inkscape, gimp

Funcionalidades existentes: repasse nacional, por região, por estado e por município

#ponto forte:
– disponibiliza API padronizada

#dicas e #reflexões para desenvolvimento futuro:
– Indicar as possibilidades de cruzamento de dados.
– Como redes neurais precisam de dados confiáveis para “treinar” ou calibrar a rede, será que não vale pensar uma saída técnica que dependa menos da consistência das bases?
– Não seja uma grande ganho (além da API padronizada) um mecanismo que aponte automaticamente as inconsistências das bases?

Link do GitHub:https://github.com/hackatondasosc/tigre
Link do app no webserver: não há
Link da documentação do projeto: https://github.com/hackatondasosc/tigre/wiki/O-Projeto
Link da apresentação de slides/video:https://docs.google.com/presentation/d/11MVybek6sJUxSVa-vScuwPRmuokhI8vtjIKLh-wrDL4/edit#slide=id.p

Equipe do CEBAS

Apresentação do projeto CEBAS

 

CEBASCerficicação de Entidades Beneficentes de Assistência Social

Trata-se de um software para informatizar/otimizar o processo de certificação do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS).

Na apresentação disseram que partiram de uma análise dos processos do MDS e identificaram 7 etapas sobre as quais basearam o CEBAS: cadastrar, anexar documentos, fazer pré-análise (dos doctos), validar (ou não) documentos, elaborar parecer técnico, aprovar, divulgar no Diário Oficial. Caso haja alguma correção, em relação à documentação, por exemplo, a OSC recebe um email comunicando o que está falha e como corrigir (com prazo para tal).

Utilizaram linguagem Java e banco de dados PostGr.

#ponto forte:
– todas bases do MDS, que eram em xls, foram migradas pelo grupo
– aderência com equipe do MDS estabelecida durante a maratona

#dicas e #reflexões para desenvolvimento futuro:
– Considerando que o acesso à internet no Basil ainda é bastante precário (a banca larga não chega a ~30% da população brasileira) penso que não deve ser excluído o processo em papel, assim, como seia possível integrar o porcesso em papel com o digital? Senão para sempre, é preciso considerar que haverá período transitório de tecnologias.

Link do GitHub: https://github.com/jhonnyW/sebas
Link do app no webserver: http://softfusion.com.br:8080/sebas
Link da documentação do projeto: http://www.canalonze.com.br/relatorio.pdf
Link da apresentação de video: http://youtu.be/qFL8jXYXBXg
Link da apresentação de slides: ttp://www.canalonze.com.br/apresentacao-cebas.pdf

 

Apresentação do projeto OSCNET

Apresentação do projeto OSCNET

OSCNET

Trata-se de uma visualização de base de dados georreferenciados que possibilitam a consulta de dados, indicadores e correlações sobre o universo das OSCs.

Na apresentação enfatizaram o propósito do projeto: intereatividade e conexão entre usuários a partir do cruzamento de interesses correlatos. Além da georreferência (já disponível no mapa das OSC), adicionaram 3 indicadores e uma camada de rede sociall, com a possibilidade de filtros.

Considerações Técnicas:
-> utilizaram Noosfesro (mesma plataforma do Participa.br)
-> plugin criado para inserir  novos campos, para os novos indicadores
-> feito um script para migrar dados vindos dos Mapas das OSC
-> usaram bases do censo SUAS

#ponto forte / original:
– utilizam tecnologia Noosfero (livre e integrável ao Participa.br)
– apresentaram tela anterior à do mapa que atende à acessibilidade

#dicas e #reflexões para desenvolvimento futuro:
– Esclarecer o porquê e a metodologia na formulação desses 3 novos indicadores.

Link do GitHub:https://github.com/hackathon-oscs/cartografias
Link do app no webserver:http://oscs.malwarelab.info/
Link descrição , justificativa e documentação do projeto: http://ur1.ca/hdlf1
Link da apresentação de slides: http://ur1.ca/hdlfl

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Apresentação do projeto OSC Dashboard

 

OSC Dashboard

Trata-se de um painel de visualização dos convênios do governo com OSCs

Na apresentação falaram de funcionalidades como alertas que mostrariam editais em aberto, gráfico em pizza (convênios), gráfico em barras (comparativo entre áreas de atuação) e mapa de relacionamento entre OSCs. Entre as dificuldades encontradas foram citadas a extração de mais de 500 registros consecutivos via API (SQLite) e definição da amostragem (OSCs nacionais e internacionais).

#ponto forte / original:
– design responsivo (bom para mobile também)

#dicas e #reflexões para desenvolvimento futuro:
– Visualizações gráficas de dados são muito úteis, mas qual seria o público alvo desse dashboard?

Link do GitHub: https://github.com/hackathon-oscs/osc-dashboard
Link do app no webserver: não há
Link da apresentação de slides/video: não há

 

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Apresentação do projeto ParticipaOSC

PARTICIPAOSC

Trata-se de um mapa georreferenciado que possibilita intercâmbio / rede de solidariedade entre OSCs.

Na apresentação começaram com o questionamento motivador: onde as OSCs podem mostrar suas necessidades (não necessariamente financeiras)? Como podemos contribuir/ajudar OSCs especificamente em suas necessidades? Haverá uma camada de gamificação para que quem contribuir com alguma entidade ganhe recomnhecimento com isso. Como dificuldade me chamou atenção a tentativa sem sucesso do grupo de usar a base de dados da Petrobrás pois a mesma apresentava problemas.

Considerações Técnicas:
-> bases de dados usadas até agora: PNUD e SICONV
-> tecnologias usadas: Jeo e WordPress
-> acessibilidade: foi pensado mas não implementado uma tela inicial com lista

#ponto forte / original:
– design responsivo (bom para mobile também)

#dicas e #reflexões para desenvolvimento futuro:
– Para essa plataforma ter suceeso, é preciso pensar em como envolver as OSCs nessa plataforma – a atratividade da gamificação será suficiente? Ou suficiente para qual público-alvo?

Link do GitHub: https://github.com/flaviorda/POSC
Link do app no webserver: http://www.culturatransparente.org/beta/participaosc/participaosc_rc.html
Link da apresentação de slides: http://prezi.com/iffvshblom2z/untitled-prezi/
Link da prototipação: https://www.dropbox.com/sh/7rmrp9sawi9u1u8/AAAgs4u7OvcBi9gVE9ZzOX_ia/Atende%20Demanda.pdf

 

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Apresentação do Projeto Participa em Rede

PARTICIPA EM REDE ou FORMIGUEIRO

Trata-se de uma rede social via web, cosntruída a partir da base do Participa.br.

Na apresentação enfatizaram o indivíduo como o a célula fundamental das OSCs (estão no governo também…) e a tecnologia como a ferramenta para facilitar a atuação em rede dos aglutinamentos e agregações, potencializando a conexão entre indivíduos. Por isso, e por estarem pautados na transformação social é que escolheram trabalhar sobre a platafoma do Participa.br. REssaltaram que seá enviado convite às OSCs para se cadastarem e lá, podem encontrar-se (busca por ID) e se conectarem entre si (pelos perfis).

Considerações Técnicas:
-> bases de dados usadas até agora: SICONV, DEJUS
-> está sobre a plataforma do Participa.br
-> há possibilidade de interação com outras interfaces
-> seguem padrões do W3C e governo federal
-> ID localizadores: nome, cidade, CNPJ ou área de atuação

#ponto forte / original:
– utilizam tecnologia Noosfero (livre e integrável ao Participa.br, podendo aproveitar seu ecossitema)

#dicas e #reflexões para desenvolvimento futuro:
– O quanto vale a pena criar redes sociais em paralelo? O quanto é independente e o quanto ganha em estar ligado ao Participa.br?
– Como dialoga com a comunidade OSC já existente dentro do Participa.br?

Link do GitHub:https://github.com/hackathon-oscs/rede-osc
Link do app no webserver: http://valinho.ime.usp.br:50633
Link da apresentação de slides/video: 
http://pt.slideshare.net/luizrauber/participa-emrede

 

Apresentação do projeto Take a picture, Save a life

Apresentação do projeto Take a picture, Save a life

TAKE A PICTURE, SAVE A LIFE

Trata-se de um banco de dados multi-alimentado e georreferenciado de pessoas em situação de vulnerabilidade.

Na apresentação (em inglês) explicaram como seria o fluxo das informações da imagem: primeiro, alguém tira uma foto, georreferenciada, de alguma pessoa em sitação de vulnerabilidade; segundo, essa imagem seguirá para servidores que nem quem mandou nem os gestores do projeto terão acesso – ficará sob guarda do Estado; por fim, essas informações seguirão para as OSC que poderão ajudar essas pessoas especificamente em suas necessidades. Na parte de perguntas ao final, o grupo se apresentou como de natureza multinacional (pessoas de diversas culturas, origens e histórias diferentes) e disseram que de acordo com dados oficiais da ONU, cerca de 9 a 10% das populações na América Latina não existe para seus Estados e que igorar a existência dos excluídos é extremamente delicado pois essa população merece ser erconhecida como cidadãos/ãs.

Considerações Técnicas:
-> usa Google API
-> não parece usar /cruzar nenhum dos bancos de dados apresentados/fornecidos

#dicas e #reflexões para desenvolvimento futuro:
– A primiera reflexão que proponho é em relação à privacidade: as pessoas em situação de vulnerabilidade devem sim existir para o Estado apra usufruirem de seus direitos, mas o direito à privacidade também precisa ser respeitado. Utilizar um banco de dados multialimentado e georreferenciados é a melhor saída para esse problema? Não seria expor com pouca (ou nenhuma) cautela/cuidado quem já se encontra em situação vulnerável?
– Foi ainda citado pelo grupo que a polícia demonstraria muito interesse por essa ferramenta, e eu concordo com a identificação desse potencial interessado. Entretanto, vale o empenho de nossos esforços uma ferramenta que pode ser usada para vigilância ideológica e até mesmo criminalização de pessoas de movimentos sociais por parte do Estado?

Link do GitHub: https://github.com/hackathon-oscs/take-a
Link do app no webserver: não há
Link da apresentação de slides/video: não há

Por fim, todos que mexeram com bases de dados encontraram inconsistências e problemas nos bancos, dificuldade de interfaces entre bancos, etc. Isso é extremamente importante documentar e relatar, pois esse feed-back para o poder púbico pode melhorar muito a qualidade dos dados ofertados daqui para frente. E indo além, se criticamos tanto a falta de organização do governo, é preciso que quando façamos nosso próprios projetos, sejamos também organizados: ter um road map, documentar bem o código, listar issues/features, dizer explicitamente no código qual é a licença e colocá-lo num repositório público. Sem isso tudo, a gente dá aquele gás no projeto durante a maratona, quer que todo mundo ajude depois, mas aí fica inexequível.
Força e boa sorte a todxs!!

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Encontro Acadêmico Internacional: Os desafios do setor de transportes para a melhoria da saúde da população

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Segue abaixo um breve relato opinativo sobre o evento “Encontro Acadêmico Internacional: Os desafios do setor de transportes para a melhoria da saúde da população”, ocorrido no Anfiteatro João Yunes da Faculdade de Sáude Pública em 03/julho/2013, das 15h às 18h.
O objetivo do evento era debater sobre os desafios do setor de transportes para a melhoria da saúde da população e os possíveis caminhos conjuntos para superar obstáculos atuais de metrópoles em países em desenvolvimento, como São Paulo. Além disso, discutiraspectos relativos à integração da academia com o poder público na elaboração e avaliação de intervenções do setor de transportes e sua repercussão na saúde pública.
A mesa contou com a participação de Profa. Dra. Helena Ribeiro (diretora – Faculdade de Saúde Pública da USP), Profa. Dra. Dirce Maria Trevisan Zanetta (Faculdade de Saúde Pública da USP), Prof. Dr. Carlos Dora (OMS) e o doutorando Thiago Hérick de Sá (Faculdade de Saúde Pública da USP). Houve dois blocos: o primeiro com apresentação de Dora e de Sá, o segundo com debate entre plateia e palestrantes estruturados em dois momentos de perguntas.

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Hoje voltei ao trabalho!

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Este breve escrito é apenas para expressar a grande admiração tenho pelos colegas de trabalho, que viabilizam, lá no barro, no concreto, no sol, a construção deste país.

Sem o operário, não tem Minha Casa Minha Vida;
Sem o operário, não tem Metrô;
Sem o operário, não tem campanha de eleição;
Sem o operário, não tem Itaquerão;
Sem o operário, não tem construção.

Operário em Construção de Vinícius de Moraes

Ensino a Distância

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Cursos à distância se proliferaram, é verdade… penso muito sobre o assunto, elenco vantagens e desvantagens mas nada consigo concluir exatamente sobre isso. Somos envolvidos necessariamente por nosso pré-conceitos e vivências que parecem ser a chancela de validação para dizer o que seja ou não bom. Bem… mas não podemos viver tudo – daí nascem estudos e leituras de opiniões alheias. Mas ainda acho que haja poucos estudos bons, confiáveis e recomendáveis sobre o tema. Estou indo pelo caminho da experiência, me inscrevendo em cursos EaD (nacionais) e vendo como são conduzidos, como avaliam, quanto e se cobram, etc.

No âmbito nacional conheço e recomendo iniciativas como as do SERPRO (Serviço Federal de Processamento de Dados), do SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) e do ILB (Instituto Legislativo Brasileiro do Senado Federal).

No âmbito internacional existe o tradicional Open Course Ware do MIT que conta com muitos cursos (mais de 2000) das áreas de arquitetura, planejamento, engenharias, biológicas, artes, ciências sociais e humanidades.Expand Menu

A Sttanford University, que é uma faculdade conceituada dos EUA, tem iniciativas mais recentes e apresenta opções como Desenvolvimento e análise de algoritmos (início em 23/jan/12), Modelagem (início em 23/jan/12), Teoria dos Jogos (início no fim de fev/12) e Construção Verde (início em fev/12) e Teoria da Informação (início em mar/12).

Agora, dentro da categorias dos pagos (e acho que USD 400 para cursos voltados a países em desenvolvimento é bem pago) há também os da UNITAR (United Nations Institue for Trainig and Research) testá com inscrições encerradas para o de Mobilidade Urbana Sustentável em Países em Desenvolvimento mas ainda dá para se inscrever no de Introdução à Responsabilidade Social Corporativa.

Que a tecnologia chegou e ficou, não há dúvidas… que o cuspe e giz tem sido menos eficiente tem sido percebido tanto por pesquisas quanto pelos sentimentos dos atuais professores, que concorrem com celulares, iphones, facebook, etc. Proibir é cada vez mais inviável e pouco inteligente, pois significa rivalizar com algo muito mais atrativo que um orador à frente de uma turma (não por ser tecnologia, mas por abrir muito mais portas à diversidade de pensamentos). Até o novo PNE já incorporou a ideia que devem ser previstos recursos educacionais tecnológicos (e abertos!) no sistema de ensino.

Mas e o contato humano, perguntam muitos, onde fica? Será que a invenção do cinema apartou as pessoas? A TV? Penso que não… o contato humano é insubstituível, e talvez precisemos enxergar a tecnologia como forma de aproximar pessoas. Afinal, não é mais próxima uma conversa com vídeo com seu amigo do outro lado do mundo hoje do que um telefonema possível até algumas décadas atrás?

SERPRO libera cursos a distância gratuitos

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Compartilhar para multiplicar conhecimento. Esse é o objetivo do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) ao disponibilizar para a sociedade uma série de 14 cursos, todos licenciados em Creative Commons. Os conteúdos educacionais estão disponíveis para download a todos os interessados e também nos telecentros montados pela empresa.
O conteúdo dos cursos foi elaborado pela Universidade Corporativa do Serpro (UniSerpro) e compõem a grade de treinamento dos empregados e clientes, na modalidade Educação a Distância (E@D). Uma das vantagens para o Serpro em liberar esse material é aproveitá-lo nos telecentros do Programa Serpro de Inclusão Digital (PSID).
Ao todo, são mais 400 espaços públicos de acesso à internet, localizados em comunidades carentes em todo o país, que receberão os treinamentos. “A liberação dos conteúdos livres proporcionará mais autonomia aos Telecentros Comunitários, já que a instalação ocorre no próprio servidor. Além disso, o telecentro poderá oferecer mais esse serviço a sua comunidade”, analisa Antônio Miranda, do PSID. De acordo com ele, a atitude da empresa reforça sua posição no combate à exclusão digital. “O Serpro tem compromisso com a defesa da cidadania e ampliação dos direitos de todos os cidadãos ao acesso gratuito ao conhecimento e a tecnologia”, conclui.
Para Paulo Pastore, da UniSerpro, o compartilhamento do conhecimento é uma das premissas da Universidade. “Licenciar os conteúdos em Creative Commons é a melhor maneira de promover essa troca”, acredita. Uma outra questão importante que ele destaca é o retorno social: “O Serpro é uma empresa que se desenvolve com recursos públicos, nada mais justo do que devolver à sociedade, não só os serviços, mas também parte do conhecimento que é produzido dentro da instituição”.

Quais são os cursos?

Os temas dos cursos são variados, vão desde sensibilizações até introdução a tecnologias conhecidas. Confira a relação: Administração do Tempo, Água para Todos, Correio Expresso, Desvendando a Informática, Ética na Escola Pública, Fundamentos da Linguagem PHP5, Introdução à Gerência de Projetos, Introdução à Linguagem Java, Introdução à Programação Orientada a Objetos, Primeiro Emprego, Sensibilização para Uso do Software Livre, Ubuntu, UML e Usando o Mozilla Firefox.

Como utilizar?

Acesse o endereço http://www4.serpro.gov.br/inclusao/conteudos-educacionais-livres e faça o download dos cursos. Para isso, é preciso ter instalado na máquina o Moodle, uma plataforma livre de aprendizagem que você pode adquirir no seguinte endereço moodle.org/downloads/. Os cursos foram desenvolvidos na versão 1.9.7 e operam perfeitamente nas versões 1.9.x, acima da 1.9.7. Porém, não funcionam em versões anteriores ou no Moodle 2.0.

Licença

Nesse primeiro momento, os conteúdos foram licenciados sob a licença Creative Commons “Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0”. O objetivo do Serpro é avaliar os conteúdos e adequá-los a uma licença mais permissiva, como a CC-BY-SA ou a CC-BY-SA-NC.
Comunicação Social do Serpro – Brasília, 3 de novembro de 2011

Isso é um problema de engenharia?!

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Por diversas razões, relembrei de uma dinâmica que um professor meu da Poli em aula de Tecnologia do Concreto uma certa vez…

Ele apresentou a manchete do jornal do dia a respeito das inundações na cidade de São Paulo no dia anterior e perguntou à sala: “Isso é um problema de engenharia?”
A sala ficou em silêncio como fomos bem adestrados a ficar por toda nossa vida escolar…
Ele propôs então a seguinte dinâmica: de um lado deveriam se sentar os que achavam que era um problema de engª, do outros os que achavam que não era um problema de engª e, no meio, os que achavam que era um problema dos políticos. Eu estava na sala junto com um amigo e entre nós houve um olhar cúmplice de que era óbvio que se tratava de um problema de engª, assim como de gestão de políticas públicas, etc. e que toda a sala sentaria do nosso lado.
Qual não foi nossa surpresa ao ver que apenas 6 pessoas (4 além de nós) achavam que inundações urbanas tinham alguma coisa a ver com engª. Uns 4 achavam que o problema era dos políticos e a grande maioria achava que isso não tinha nada a ver com engª.
Interessante foi a argumentação daqueles deste último grupo dizendo que, se o engº seguiu à risca as normas no momento de construir as estruturas hidráulicas ele não tinha nada a ver com o caso. Vejam, não estávamos discutindo responsabilização legal nem nada disso… Era uma discussão sobre engª no âmbito mais abstrato e isso havia ficado claro por parte do docente. Foi ignorado inclusive o que foi dado em aulas anteriores da própria disciplina explicando como e quem fazem as tais normas técnicas.

Bem, só posso dizer que esse dia me marcou.

TF – fichamento #2.6

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Este capítulo versa mais especificamente sobre a BMP Trincheira de Infiltração: Introdução (p.6-3), critério de seleção (p.6-6), Limitações (p.6-7), Custos (p.6-8), Informações adicionais (p.6-8), Trincheira para infiltração total (p.6-8), Trincheira para infiltração parcial (p.6-8), Pré-tratamento (p.6-8), Projeto (p.6-9), Manutenção (p.6-10), Dimensionamento da trincheira de infiltração (p.6-10), Profundidade máxima admissível (p.6-10), Volume da trincheira (p.6-11), Procedimentos de cálculo (p.6-11), Recarga das águas subterrâneas (p.6-15), Duração da obra – longevidade (p.6-15) e Método que usa a trincheira para deter pico de enchente (p.6-15)

 

  • Definição: a trincheira de infiltração consiste basicamente numa vala rasa preenchida com pedra britada que drena o escoamento superficial para permitir a infiltração das águas pluviais no solo em certo período de tempo.

  • Critérios de seleção:

    Indicada para:

    • áreas menores que 4ha; [segundo FHWA, 2004]

    • solo permeável tipo A ou B do SCS;

    • recarga do aquífero subterrâneo;

    • pode ser construída em locais destinados somente a deter o volume do escoamento superficial e melhorar a qualidade das águas pluviais, a fim de diminuir os custos das obras de drenagem a jusante.

      Não indicada para:

    • declividades acima de 5%; [Austrália 1998]

    • solo do tipo D do SCS ou com taxa de infiltração saturada < 7,6mm/h:

    • área de risco de contaminação das águas subterrâneas (próximo a postos de gasolina, por exemplo);

    • vazões muito grandes pois a água pode passar por cima;

    • área de instabilidade geológica ou de solos de geologia cárstica (rochas com presença de calcáreo, carbonatos ou cavernas).

  • Tipos:

    • de infiltração parcial: uma parte das águas pluviais infiltra no solo e outra parte é captada por drenos (tubos perfurados); ou

    • de infiltração total: conta com uma camada de areia entre as britas e solo, geralmente destinada à recarga de mananciais subterrâneos, dimensionada com Tr de 2 ou 10 anos;

    • superficial: mais usada; ou

    • enterrada: menos comum.

  • Pré-tratamento: é necessário pré-tratamento do runoff para evitar entupimento.

    • Consiste basicamente em remover as partículas e sedimentos maiores, óleos e graxas.

    • Pode ser faixa de filtro gramada, canal gramado, ou outra solução, sendo a mais comumente empregada a primeira, com largura mínima de 6m.

    • Parâmetros: velocidade de saída não erosiva, existência de bacia de sedimentos, Tr = 2anos, volumepré-tratamento = 10% a 25% de WQv.

  • Projeto:

    • percolação mínima do solo nas adjacências: entre 15 e 60mm/h;

    • distância mínima entre fundo da trincheira e rocha/lençol freático abaixo: 1,20m;

    • aplicação de geossintético no fundo e laterais das valas, com transpasse de 30cm;

    • profundidade tal que o tempo de drenagem fique entre 24 e 48h;

    • a trincheira deve fica no mínimo a 6m da construção mais próxima;

    • tubos perfurados (quando usados): declividade mínima de 5% e diâmetro mínimo de 100mm;

    • à montante: pré-tratamento;

    • à jusante: berma p/ formar pequena lagoa e aumentar a infiltração;

  • Métodos de dimensionamento:

    • para melhoria da qualidade das águas pluviais (ver p.6-9 p/ detalhes)

    • para melhoria da qualidade das águas pluviais e também detenção do pico de enchente (ver p.6-15 p/ detalhes)

    • procedimento de cálculo:

      1) determinar o volume de armazenamento Vw por meio dos métodos WQv;

      2) calcular a profundidade máxima (dmax);

      3) determinar a profundidade da trincheira considerando o nível do lençol freático e dmax;

      4) Calcular a área da superfície da trincheira e determinar sua largura.

    • diferença entre os métodos: o segundo método considera que o fundo da trincheira entope rapidamente e, por isso, usas somente 1/2 das áreas verticais dela, além de sugerir um acréscimo de 25% no volume do runoff devido à aplicação do método racional

  • Eficiência da trincheira de infiltração:

 

 

 

 

 

  • Manutenção:
    • prever poço de observação (pode ser de PVC) no centro para monitorar o funcionamento;
    • prever manutenção preventiva ao menos 2 vezes/ano;
    • retirar sedimentos retidos no pré-tratamento sempre q houver chuvas muito fortes.
  • Vida útil: considerando haver pré-tratamento
    • de 10 a 15 anos ou
    • L = (25.f)0,4 onde L é a longevidade em anos e f a permeabilidade em mm/h
  • Custos:
    • de construção (em dólares, em função do volume): C = 1317.V0,63
    • de manutenção: de 5% a 20% do custo de construção (alto).

 

Glossário adquirido:

Tr – tempo de retorno

Chaminé Solar e a engenharia civil

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Professor de São Carlos, Maurício Roriz, e seus orientandos Fernando Sá Cavalcante e Letícia de Oliveira Neves, do Centro de Ciências Exatas e Tecnologia da UFSCar, desenvolveram um tipo de “ar condicionado natural”.

Também chamada de chaminé solar, ela parte dos mesmos princípios do aquecedor solar de água e faz parte de um pool de técnicas denominadas bioclimáticas, ainda pouco implementadas no Brasil.

Em geral, nos cursos de arquitetura estuda-se razoavelmente bem a questão do melhor aproveitamento energético da edificação considerando seus materiais e o ambiente em que é cosntruído, seja atraveś da adoção de mecanismos como essa chaminé, como as cobertura verdes, seja pelo simples estudo da melhor orientação das janelas e escolha dos materiais das paredes e cobertura considerando suas inércias térmicas.

Infelizmente, nos cursos de engenhria civil deixa a desejar a exploração dessas possibilidades e sua influência tanto no projeto quanto seus impactos nos custos de construção e manutenção. Na maior parte do Brasil, é bastante possível proporcionar ambientes contruídos confortáveis aos usuários sem utilização de tantas cortinas, ventiladores, aparelhos de ar condicionado, aquecedores, etc. que, além que serem ineficientes energeticamente, podem ser prejudiciais à saúde (quem nunca saiu daquele ar congelante para a rua super abafada?!).

Bem, só restam três coisas a dizer: parabéns ao professor que desenvolve esse tipo de estudo, fica o alerta para os cursos de engenharia atentarem para o futuro de seus currículos e, por fim, a constatação que muitas vezes as construções pouco contam com profissionais competentes quando são feitas.

Fonte: http://agencia.fapesp.br/13789

TF – fichamento #2.5

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Capítulo 5 – Grupo das Opções das BMPs

 

Este capítulo fala sobre conceitos das classificações das BMPs em grupos (p.5-8), BMPs estruturais (p.5-8), BMPS não-estruturais (p.5-9), BMP – infiltração (p.5-10), BMP – filtração (P.5-10), BMP – detenção (p.5-10), BMP – planejamento e uso do solo (p.5-11), BMP – pós-desenvolvimento (p.5-11), Medidas estruturais que não atendem totalmente ao WQv (p.5-11), critérios de projeto e requisitos das BMPs (p.5-12),matriz de remoção de poluentes (p.5-12), medidas da EPA para controle de descarga de águas pluviais (p.5-13), eficácia das BMPs (p.5-14), prevenção (p.5-15), monitoramento (p.5-15), escolha da BMP adequada (p.5-15), impacto ambiental (p.5-16), remoção de poluentes em série (p.5-17), classificação das BMPs (p.5-20), controle à montante (p.5-20) e controle a jusante (p.5-20).

 

  • EPA (em 1999) determinou que cidades com menos de 100.000hab e que tivessem densidade maior que 4hab/ha teriam que apresentar programas para melhoria de qualidade das águas pluviais.

  • No Brasil, a resolução CONAMA nº357 (17/03/2005) classificou os corpos d’água nas classes 1, 2, 3 e 4, que não se aplicam ao lançamento das águas pluviais que levam a poluição difusa.

  • Mecanismos principais de remoção de poluentes das BMPs: sedimentação, infiltração no solo e processos biológicos e químicos.

  • Sedimentação: a remoção de sedimentos mais pesados se dá por gravidade. As dimensões de lagoas e wetlands devem ser calculadas para que as velocidades sejam suficientes para o tempo de detenção e depósito das partículas no fundo. Como a velocidade de deposição em ambientes naturais é menor que nos artificiais, recomenda-se usar 1/2 da velocidade teórica de deposição dos sedimentos conforme tabela da p.5-5.

  • Infiltração no solo: ao passar pelo solo, a água é filtrada e há remoção de decomposição aeróbica e precipitação química [Estado da Virgínia, 1992]. Vale ressaltar que pode haver contaminação das águas subterrâneas e aquíferos.

  • Processos biológicos e químicos:

    • Substâncias coloidais: trata-se principalmente por filtração por vegetação. São principais fatores que afetam a filtração: profundidade, densidade e tipo de vegetação. Com esses parâmetros e considerando também a variação de nível na lagoa ou wetland deve escolher a vegetação – espécies com estruturas densas e finas apresentaram melhor desempenho no geral.

    • Nutrientes solúveis: seu tratamento consiste em duas etapas: 1) adsorção e precipitação e 2) precipitação. Os nutriente solúveis são frequentemente adsorvidos pelos sedimentos e plantas epifíticas existentes nas macrófitas das wetlands.

    • Tratamento biológico: se dá principalmente por algas e bactérias. A maior diferença entre lagoas e wetlands é que em lagoas o tratamento deve-se ao plâncton, ao passo que nas wetlands, deve-se ao biofillme da superfície das plantas aquáticas macrófitas. Altas velocidades e turbulência podem romper o biofilme, por isso devem ser evitados nas wetlands.

  • Uma BMPs pode ser avaliada no que tange à sua performance, eficiência e efetividade.

  • Concentrações irredutíveis [Schueler, 2000 in EPA e ASCE 2002]:

    • TSS: 20mg/l a 40mg/l

    • PT: 0,15mg/l a 0,20mg/l

    • NT: 1,9mg/l

    • Nitrato (N): 0,7mg/l

    • NTK: 1,2mg/l

  • Classificação das BMPs:

    • estruturais: infiltração (trincheira de infiltração, bacia de infiltração, pavimento permeável), filtração (filtros de areia, canal gramado, bacia de filtração, faixa de filtro gramado), detenção (lagoa de detenção alagada, wetlands artificiais, separador de óleos e graxas).

    • Não-estruturais: planejamento de uso do solo, pós-desenvolvimento (limpeza e manutenção de ruas, manutenção de gramados, etc.)

      • limpeza das ruas: medida importantíssima pois, em áreas urbanizadas com elevada taxa de impermeabilização, pode chegar a reduzir ~80% dos poluentes, mas não atinge óleos ou graxas.

    • Controle à montante: controle no lote que pode ser dar por armazenamento (no telhado, em estacionamento de veículos, em reservatórios enterrados ou no jardim) ou infiltração (pequenas lagoas com 100mm de profundidade, trincheira de infiltração, vala gramada, micro-drenagem com tubos perfurados, faixa de filtro gramada, vegetação ripariana, rain gradens, captação de água da chuva).

    • Controle à jusante: para áreas maiores que 2ha, tem por objetivo controlar impactos de urbanização de maneira a melhorar a qualidade das águas pluviais (bacias de detenção molhadas, wetlands, reservatório de detenção seco, bacia de infiltração).

  • Medidas estruturais que sozinhas não atendem totalmente o WQv:

    • bacia de detenção seca com detenção estendida;

    • separador de óleo e graxa;

    • faixa de filtro gramada;

    • canal gramado.

  • Medidas da EPA para controle de descargas de águas pluviais:

    • educação ambiental;

    • envolvimento e participação da população;

    • detecção e eliminação de ligações clandestinas nas redes pluviais;

    • construção de obras para controle do acesso das águas pluviais

    • novas obras e aquelas a serem novamente reconstruídas devem atender às novas exigências;

    • prevenção da poluição;

    • limpeza urbana.

  • Bem Urbonas e John T. Oerfer puseram em dúvida as BMPs estruturais e não estruturais nos EUA sugerindo que é dispendido muito dinheiro sendo a mitigação do impacto ambiental muito baixa.

  • Prevenção: [Auckland, 2000] toda pessoa deve evitar, mitigar ou remediar qualquer efeito adverso no meio ambiente proveniente de atividade que prejudique o ecossistema.

  • Monitoramento: pode/deve ser feito nas BMPs estruturais e não-estruturais, tendo muita dificuldade de exequibilidade nestas últimas.

  • Métodos para remoção de poluentes em série: a) simples de Schueler na p.5-17, b) usado na Geórgia (EUA) a p.5-19 c) segundo New Jersey na p.5-19.

  • Escolha da BMP:

Glossário adquirido:

BMP – best manangement pratices (medidas ótimas de gerenciamento)

EPA – Environment Protection Agency

Classe 1 – águas que podem ser destinadas: a) ao abastecimento para consumo humano, após tratamento simplificado; b) à proteção das comunidades aquáticas; c) à recreação de contato primário, tais como natação, esqui aquático e mergulho, conforme Resolução CONAMA no 274, de 2000; d) à irrigação de hortaliças que são consumidas cruas e de frutas que se desenvolvam rentes

ao solo e que sejam ingeridas cruas sem remoção de película; e) à proteção das comunidades aquáticas em Terras Indígenas.

Classe 2 – águas que podem ser destinadas: a) ao abastecimento para consumo humano, após tratamento convencional; b) à proteção das comunidades aquáticas; c) à recreação de contato primário, tais como natação, esqui aquático e mergulho, conforme Resolução CONAMA no 274, de 2000; d) à irrigação de hortaliças, plantas frutíferas e de parques, jardins, campos de esporte e

lazer, com os quais o público possa vir a ter contato direto; e) à aqüicultura e à atividade de pesca.

Classe 3 – classe 3: águas que podem ser destinadas: a) ao abastecimento para consumo humano, após tratamento convencional ou avançado; b) à irrigação de culturas arbóreas, cerealíferas e forrageiras; c) à pesca amadora; d) à recreação de contato secundário; e) à dessedentação de animais.

Classe 4 – águas que podem ser destinadas: a) à navegação; b) à harmonia paisagística.

Performance – medidas que mostram como são tratadas as metas das BMPs para águas pluviais são tratadas.

Efetividade – medidas que mostram como são tratadas as metas das BMPs em relação a total do volume de escoamento superficial.

Eficiência – medidas que mostram como as BMPs removem ou controlam os poluentes.

Concentração irredutível – concentração mínima de poluentes que se atinge ao usar BMPs para melhoria das águas pluviais

Impacto ambiental – [resolução CONAMA nº1/86] é qualquer alteração das propriedades físicas, químicas e biológicas do meio ambiente, causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades humanas, que direta ou indiretamente afetam: a) saúde, segurança e bem-estar da população; b) as atividades sociais e econômicas; c) a biota; d) as condições estéticas e sanitárias do meio ambiente; e) a qualidade dos recursos ambientais.

 

Capítulo 5 – Grupo das Opções das BMPs 

Este capítulo fala sobre conceitos das classificações das BMPs em grupos (p.5-8), BMPs estruturais (p.5-8), BMPS não-estruturais (p.5-9), BMP – infiltração (p.5-10), BMP – filtração (P.5-10), BMP – detenção (p.5-10), BMP – planejamento e uso do solo (p.5-11), BMP – pós-desenvolvimento (p.5-11), Medidas estruturais que não atendem totalmente ao WQv (p.5-11), critérios de projeto e requisitos das BMPs (p.5-12),matriz de remoção de poluentes (p.5-12), medidas da EPA para controle de descarga de águas pluviais (p.5-13), eficácia das BMPs (p.5-14), prevenção (p.5-15), monitoramento (p.5-15), escolha da BMP adequada (p.5-15), impacto ambiental (p.5-16), remoção de poluentes em série (p.5-17), classificação das BMPs (p.5-20), controle à montante (p.5-20) e controle a jusante (p.5-20).

EPA (em 1999) determinou que cidades com menos de 100.000hab e que tivessem densidade maior que 4hab/ha teriam que apresentar programas para melhoria de qualidade das águas pluviais.
No Brasil, a resolução CONAMA nº357 (17/03/2005) classificou os corpos d’água nas classes 1, 2, 3 e 4, que não se aplicam ao lançamento das águas pluviais que levam a poluição difusa.
Mecanismos principais de remoção de poluentes das BMPs: sedimentação, infiltração no solo e processos biológicos e químicos.
Sedimentação: a remoção de sedimentos mais pesados se dá por gravidade. As dimensões de lagoas e wetlands devem ser calculadas para que as velocidades sejam suficientes para o tempo de detenção e depósito das partículas no fundo. Como a velocidade de deposição em ambientes naturais é menor que nos artificiais, recomenda-se usar 1/2 da velocidade teórica de deposição dos sedimentos conforme tabela da p.5-5.
Infiltração no solo: ao passar pelo solo, a água é filtrada e há remoção de decomposição aeróbica e precipitação química [Estado da Virgínia, 1992]. Vale ressaltar que pode haver contaminação das águas subterrâneas e aquíferos.
Processos biológicos e químicos:
Substâncias coloidais: trata-se principalmente por filtração por vegetação. São principais fatores que afetam a filtração: profundidade, densidade e tipo de vegetação. Com esses parâmetros e considerando também a variação de nível na lagoa ou wetland deve escolher a vegetação – espécies com estruturas densas e finas apresentaram melhor desempenho no geral.
Nutrientes solúveis: seu tratamento consiste em duas etapas: 1) adsorção e precipitação e 2) precipitação. Os nutriente solúveis são frequentemente adsorvidos pelos sedimentos e plantas epifíticas existentes nas macrófitas das wetlands.
Tratamento biológico: se dá principalmente por algas e bactérias. A maior diferença entre lagoas e wetlands é que em lagoas o tratamento deve-se ao plâncton, ao passo que nas wetlands, deve-se ao biofillme da superfície das plantas aquáticas macrófitas. Altas velocidades e turbulência podem romper o biofilme, por isso devem ser evitados nas wetlands.
Uma BMPs pode ser avaliada no que tange à sua performance, eficiência e efetividade.
Concentrações irredutíveis [Schueler, 2000 in EPA e ASCE 2002]:
TSS: 20mg/l a 40mg/l
PT: 0,15mg/l a 0,20mg/l
NT: 1,9mg/l
Nitrato (N): 0,7mg/l
NTK: 1,2mg/l
Classificação das BMPs:
estruturais: infiltração (trincheira de infiltração, bacia de infiltração, pavimento permeável), filtração (filtros de areia, canal gramado, bacia de filtração, faixa de filtro gramado), detenção (lagoa de detenção alagada, wetlands artificiais, separador de óleos e graxas).
Não-estruturais: planejamento de uso do solo, pós-desenvolvimento (limpeza e manutenção de ruas, manutenção de gramados, etc.)
limpeza das ruas: medida importantíssima pois, em áreas urbanizadas com elevada taxa de impermeabilização, pode chegar a reduzir ~80% dos poluentes, mas não atinge óleos ou graxas.
Controle à montante: controle no lote que pode ser dar por armazenamento (no telhado, em estacionamento de veículos, em reservatórios enterrados ou no jardim) ou infiltração (pequenas lagoas com 100mm de profundidade, trincheira de infiltração, vala gramada, micro-drenagem com tubos perfurados, faixa de filtro gramada, vegetação ripariana, rain gradens, captação de água da chuva).
Controle à jusante: para áreas maiores que 2ha, tem por objetivo controlar impactos de urbanização de maneira a melhorar a qualidade das águas pluviais (bacias de detenção molhadas, wetlands, reservatório de detenção seco, bacia de infiltração).
Medidas estruturais que sozinhas não atendem totalmente o WQv:
bacia de detenção seca com detenção estendida;
separador de óleo e graxa;
faixa de filtro gramada;
canal gramado.
Medidas da EPA para controle de descargas de águas pluviais:
educação ambiental;
envolvimento e participação da população;
detecção e eliminação de ligações clandestinas nas redes pluviais;
construção de obras para controle do acesso das águas pluviais
novas obras e aquelas a serem novamente reconstruídas devem atender às novas exigências;
prevenção da poluição;
limpeza urbana.
Bem Urbonas e John T. Oerfer puseram em dúvida as BMPs estruturais e não estruturais nos EUA sugerindo que é dispendido muito dinheiro sendo a mitigação do impacto ambiental muito baixa.
Prevenção: [Auckland, 2000] toda pessoa deve evitar, mitigar ou remediar qualquer efeito adverso no meio ambiente proveniente de atividade que prejudique o ecossistema.
Monitoramento: pode/deve ser feito nas BMPs estruturais e não-estruturais, tendo muita dificuldade de exequibilidade nestas últimas.
Métodos para remoção de poluentes em série: a) simples de Schueler na p.5-17, b) usado na Geórgia (EUA) a p.5-19 c) segundo New Jersey na p.5-19.
Escolha da BMP:

Glossário adquirido:
BMP – best manangement pratices (medidas ótimas de gerenciamento)
EPA – Environment Protection Agency
Classe 1 – águas que podem ser destinadas:  a) ao abastecimento para consumo humano, após tratamento simplificado;  b) à proteção das comunidades aquáticas;  c) à recreação de contato primário, tais como natação, esqui aquático e mergulho, conforme  Resolução CONAMA no 274, de 2000;  d) à irrigação de hortaliças que são consumidas cruas e de frutas que se desenvolvam rentes
ao solo e que sejam ingeridas cruas sem remoção de película; e) à proteção das comunidades aquáticas em Terras Indígenas.
Classe 2 –  águas que podem ser destinadas:  a) ao abastecimento para consumo humano, após tratamento convencional;  b) à proteção das comunidades aquáticas;  c) à recreação de contato primário, tais como natação, esqui aquático e mergulho, conforme  Resolução CONAMA no 274, de 2000;  d) à irrigação de hortaliças, plantas frutíferas e de parques, jardins, campos de esporte e
lazer, com os quais o público possa vir a ter contato direto; e) à aqüicultura e à atividade de pesca.
Classe 3 – classe 3: águas que podem ser destinadas:  a) ao abastecimento para consumo humano, após tratamento convencional ou avançado;  b) à irrigação de culturas arbóreas, cerealíferas e forrageiras;  c) à pesca amadora;  d) à recreação de contato secundário; e) à dessedentação de animais.
Classe 4 – águas que podem ser destinadas:  a) à navegação; b) à harmonia paisagística.
Performance – medidas que mostram como são tratadas as metas das BMPs para águas pluviais são tratadas.
Efetividade – medidas que mostram como são tratadas as metas das BMPs em relação a total do volume de escoamento superficial.
Eficiência – medidas que mostram como as BMPs removem ou controlam os poluentes.
Concentração irredutível – concentração mínima de poluentes que se atinge ao usar BMPs para melhoria das águas pluviais
Impacto ambiental – [resolução CONAMA nº1/86] é qualquer alteração das propriedades físicas, químicas e biológicas do meio ambiente, causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades humanas, que direta ou indiretamente afetam: a) saúde, segurança e bem-estar da população; b) as atividades sociais e econômicas; c) a biota; d) as condições estéticas e sanitárias do meio ambiente; e) a qualidade dos recursos ambientais.

TF – fichamento #2.4

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Capítulo 4 – Pré-tratamento

Relevância do tema: “No Brasil 65% das internações hospitalares são provenientes de doenças de veiculação hídrica.” [Tucci, 2002, inundações urbanas na América do Sul]

 

Este capítulo fala sobre conceitos de pré-tratamento (p.4-3), bacia de sedimentação temporária e permanente (p.4-3), pré-tratamento com e sem reservatório permanente (p.4-3), pré-tratamento in line e off line (p.4-6), remoção de partículas de grandes dimensões (p.4-6), pré-tratamento em filtros de areia (p.4-9), lei de stokes (p.4-10), granulometria dos sedimentos (p.4-11), elementos para projeto de pré-tratamento (p.4-13), depósito anual de sedimentos (p.4-13), vazão que chega ao pré-tratamento usado o Tr-55 do SCS (p.4-16), tempo de esvaziamento (p.4-18), orifício (p.4-20), canaleta que liga o pré-tratamento à BMP (p. 4-23), manutenção (p.4-24), dispositivos para remoção de lixo (p.4-27) e perda de carga na tela (p.4-28).

 

  • Por que fazer pré-tratamento? Para melhorar a qualidade das águas pluviais tem importância fundamental, inclusive antecedendo bacias de detenção alagadas, wetlands, filtros de areia, trincheiras de infiltração e outras BMPs.
  • Tipos de pré-tratamento:
    • remoção dos sólidos flutuantes (aquele maiores de 5mm de diâmetro)
    • remoção dos sólidos grosseiros através de grades, peneiras, etc.
    • Remoção de sólidos sedimentáveis até um determinado diâmetro de partícula como 60μm, 125μm, ou 200μm.
  • Pesquisas inglesas mostraram que as partículas em suspensão tinha diâmetro variando entre 20μm e 100μm [Mays, 2001]
  • Adotar: partícula média de 60μm, com velocidade de sedimentação de 0,0032m/s e que corresponde a deposição de 80% dos sólidos em suspensão [ref. pesquisa EPA, 1998 in Urbonas, 1993]
  • Para efeito de projeto, adotar que o pré-tratamento irá depositar partículas maiores ou iguais a 0,06mm.
  • Adotar para volume de pré-tratamento 0,1WQv.
  • Elementos para o projeto de pré-tratamento:
    • O volume do pré-tratamento deve estar incluso no WQv.
    • A profundidade do pré-tratamento deve estar entre 1,5m a 3,5m e no mínimo de 1,0m.
    • A velocidade máxima no pré-tratamento deve ser inferior a 0,25m/s para evitar erosão.
    • O tempo de permanência deve ser cerca de 5min.
    • A drenagem para esvaziamento do pré-tratamento deve ser separada do reservatório WQv.
    • Os sedimentos deverão ser retirados ao atingirem 50% do volume do pré-tratamento.
    • Uma berma (de concreto, terra ou gabião) deve ser construída entre o pré-tratamento e o reservatório WQv e deverá estar de 0,15m a 0,30m abaixo do nível máximo do reservatório permanente WQv.
    • Recomenda-se que o fundo do pré-tratamento seja de concreto para facilitar a limpeza mecânica.
    • O pré-tratamento deve ter acesso independente do reservatório WQv.
    • Caso seja offline, deve-se deixar pelo menos 0,30m para a reserva de sedimentos [Eugene, 2002]
  • Caso Santo André – Semasa:
    • volume médio anual de sedimentos = 6,7m3/ha x ano (em set/2002)
    • retirada de sedimentos feita em abril e outubro
    • limpeza das grades feita a cada 3 meses
    • Custo anual da retirada de sedimentos e limpeza das grades: US$1,00/m3 do volume do reservatório de detenção.
    • Considerando custos de transporte para aterroa sanitário, custo do próprio aterro, custos de segurança e vigilância esse valor chega a US$3,00/m3 do volume do reservatório de detenção.
    • Como o custo médio de um piscinão é de US$30,00/m3 do volume do reservatório, a manutenção chega a ~10% do custo inicial, o que é alto se comparado com os dos EUA, onde a manutenção representa cerca de 3% a 6% do custo incial.
  • Adotar para o Brasil custo de manutenção de reservatório de detenção cerca de 10% do seu custo de construção.
  • Dados do piscinão do bananal: construído em 1999, volume de 46.000m3, área de 1340ha e taxa de sedimentos 12,5m3/ha x ano (p.4-15).
  • Adotar para o Brasil a taxa de 10 m3/ha x ano para remoção de sedimentos para estimativa.
  • Em outros países: na Carolina do Norte, a taxa média de sedimentos é de ~5,5m3/ha x ano e no Canadá é de quase 4m3/ha x ano.
  • Os sedimentos removidos são considerados não-perigosos e pode ser dispostos em aterros sanitários ou local autorizado.
  • O pré-tratamento é ideal para áreas entre 10ha e 100ha – para área menores os custos aumentam muito perto da eficiência gerada, embora devam ser feitos mesmo assim.
  • As grades pode estar in line ou off line, sempre prevendo um sistema de by-pass para casos em que haja algum problema na grade.
  • Critérios para dimensionar a grade:
    • vazão para período de retorno de 2 anos
    • supor que 50% da grade está bloqueada
    • avaliar também para vazões centenárias
  • Perda de carga na tela: Hf = 1,43. (V2-v2) / 2.g onde:
    • Hf é a parde de carga na grade (m)
    • V é a velocidade da água na grade (m/s)
    • v é a velocidade da água antes de chegar à grade (m/s)
    • g é a aceleração da gravidade (9,81m/s)

 

Glossário adquirido:

WQv – volume para melhoria das águas pluviais (mais detalhes, ver p.3-7)

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