Archive for the 'Pessoal' Category

Vista matinal

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Vista da avenida de casa… pela manhã :-)


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Guacamole

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É… este blog é do tipo tudo junto e misturado… não é exclusivo sobre política, nem sobre movimento estudantil, nem sobre frivolidades – é sobre tudo isso aí e o que mais der na telha. Digo isto pois algumas pessoas fizeram algumas críticas com as melhores das intenções, sugerindo abri-lo em 2 ou x blogs, temáticos, etc. Pode até parecer boa ideia, mas administrá-la é inviável para esta que vos escreve ;-)

A história da guacamole começou com a cesta de alimentos orgânicos que recebo a cada 15 dias em casa pela rede Sementes de Paz. Numa dada semana vieram 2 abacates e eu não sou lá muito fã de abacate – na realidade, até então minha única experiência caseira com essa fruta havia sido pelo lado cosmético, fazendo um creme  nutritivo para os cabelos.

Mas morando sozinha, 2 abacates dariam muito creme nutritivo e estragaria ou o creme ou o abacate antes que eu pudesse usá-los todos. Aí, resolvi: Guacamole! Era de abacate e eu comi um bem gostoso num fast-food mexicano na Rua Augusta. Bem, após incursões na internet, cheguei a algumas receitas das quais testei 2 – uma tradicional e uma modificada (que modifiquei mais ainda – rs).

Assim fiz a adaptação para o paladar brasileiro do sudeste, ou seja, mais pendente para o adocicado que para o apimentado, cuja receita segue abaixo:

Ingredientes
* 2 Abacates
* 2 tomates sem pele e sem semente (não precisam ser do tipo italiano, bem maduros…)
* 1 dente de alho amassado
* 1 cebola roxa (ela é menos ardida que a branca)
* pimenta sem semente (dedo de moça ou de cheiro)
* Suco de 2 limões (se for do tipo cravo, o aroma ficará mais gostoso)
* 2 colheres de sopa de salsinha picada (era coentro como eu não gosto de coentro, substituí por salsinha)
* Sal, a gosto
* 1 copo de requeijão cremoso (da marca preferida ;-)

Modo de Preparo (adorei por ser o mais fácil que encontrei…)
1. Bata todos os ingredientes até se misturarem
3. Acrescente o requeijão cremoso e bata novamente

Geralmente, a Guacamole é acompanhada por pico-de-gallo (um tipo de salada), por nata azeda ou por nachos. Resolvi servi-la na convenção do PoliGNU com pão sueco e doritos (um “nacho” industrializado) e ficou bem bom!

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8 de março de 2011

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Ontem passou mais um 8 de março, comumente conhecido como dia internacional das mulheres, mas que eu o muitas outras feministas têm por hábito chamar de DIA INTERNACIONAL DE LUTA DAS MULHERES.

De luta porque apesar de termos conquistado o direito ao trabalho e, portanto, à renda e ao sustento  independente dos homens, infelizmente ainda não ganhamos o mesmo que eles para os mesmos postos e funções.

De luta porque apesar de termos conquistado o direito à ingerir a pílula anticoncepcional, ainda não nos conquistamos o direito ao livre arbítrio sobre nossos próprios corpos.

De luta porque apesar de termos conquistados o direito de usar roupas minúsculas, ainda estamos atadas a ditaduras estéticas e amarras morais.

De luta porque apesar de termos conquistado o direito de escolher nossos parceiros sexuais, ainda há julgamentos distintos (para não dizer antagônicos) para homens e mulheres em função do números de parceiros, linguagem empregada, etc.

De luta porque apesar de termos conquistado o direito ao voto, ainda somos minoria nos cargos públicos, seja do legislativo, do executivo ou do judiciário.

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AURORA

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Aurora
irrompe,
saúda,
afaga.
Finge
descrença
no leito
de morte.
Vira,
revira,
desvira.
Vive,
revive,
desvive.
Mas
cortam-te
os raios
sorridentes.
Simula
feliz
descas
Ocaso:
saudade
interrompida.

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Criança = a alma do negócio

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Antes de ler o escrito abaixo recomendo que tenham um tempinho disponível e assitam ao vídeo: Criança, a alma do negócio

Recomendo que assistam até o fim, porque vale a pena!

Fiquei impressionada com a quantidade de de pares de sapato da menina – numa fase da vida em que um par de sapato não dura 1 ano, pois nesse tempo o pezinho já cresceu. Daí deduzo que os mais de 30 pares devem ter sido comprados nos último 6 meses…

E a quantidade de brinquedos dos dois meninos na sequência! Impossível de tentar contar – e eu que achava que tive mtos brinquedos na infância…

“A maioria das meninas a partir de 3 anos” já usam batom diz uma profissional da educação em outra passagem. Meninas a partir de 4, 5 anos já estão bem maquiadas. Meninas que fazem hidratação toda semana para deixar o cabelo liso. Já pensaram que insatisfação com o próprio corpo está-se incultindo na cabeça das futuras mulheres?! As empresas de cirurgia plástica e clínicas de estética deveriam pagar royalties às empresas de “produtos para criança”.

E a menina que nunca sai sem batom, base e lápis de olho?! Notem que ela nem trocou os dentes de leite ainda!!!

As roupas, a maquiagem, entre outras coisas inserem as crianças no mundo, o mundo dos consumidores. Estimuladas por todos, inclusive pais e mães (ou não limitada por pais e mães) que têm como atividade familiar corriqueira “ir às compras”. Os mesmos pais e mães preocupados com a precoce inserção de suas filhas na vida sexual… Mas se estimula-se a preocupação delas com o corpo e os valores adultos, porque esperar que o amadurecimento sexual seja contido? Óbvio que não será. Pena que os pais não percebam que muitas vezes eles corroboram indiretamente para que isso ocorra – estimulando a criança-consumidor.

Se ela pode decidir sua comida, sua roupa, seu celular, pq não pode escolher todo o resto?! Aliás o que não pode escolher?! E qual a maturidade para exercer todas essas escolhas, especialmente em tempos em que os pais cada vez menos acompanham a vida de seus filhos?!

Será moralismo meu ou do vídeo?

Penso que não, estou numa linha menos pró-família no sentido mais tradicional de sua formação e mais olhando o quanto a “TV entretém” o criançada enquanto os pais trabalham para subsitência e/ou para prover certos luxos menos necessários que a sua presença no cotidiano de suas experiências, ao menos para que possam fazer (caso queriam e consigam) um contraponto ao bombardeio diário de “compre isso” ou “consuma aquilo”. Fazer inserções cansadas e discretas no cotidiano versus exposição vívida e contínua da mídia adianta muito pouco.

E para não dizer que não falei das mal-cheirosas flores, o que dizer da mulher da propaganda de cerveja que aponta claramente qual a função da mulher na sociedade: ser algo (e não alguém) belo e que sirva bem. Estimula a mulher a ser esse objeto e o homem a consumir esse objeto. E quando esse homem, cansa dessa beleza, ou quando a bundinha cai um pouco e o cabelo não é mais tão vistoso? Só resta mesmo deseperar-se por clínica que remendem isso tudo, pois se o tal homem está com tal mulher por isso, não é de se espantar que ele vai trocá-la uma um modelo mais novo e mais moderno assim que o atual sair de moda. Só sendo muito burra para não preceber isso – não é verdade? Saída?!

Ainda penso na tartaruga como a melhor opção…

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Que seja loucura a mais simples canção

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Que o medo não tenha força,

e que a cegueira não nos atinja.

Que a mudez não nos diga,

o que não pode ser ouvido.

Que o grito seja de liberdade,

e o silêncio uma opção.

Que a tristeza ao longe,

seja apenas música.

E que o amor distante,

apenas saudade presente.

Porque sem partidas,

não há chegadas.

Que o discurso transcenda os singnos,

e que os significados não se percam pela repetição.

Que o respeito seja o tom,

os sentimentos, a melodia

e o silêncio, a simplicidade.

Que não nos calem,

nem nos façam ouvir.

Que não nos prendam,

ou nos obriguem a ir.

Que não seja necessário clamar por calma,

ou empunhar a paz pelas ruas.

Que a tensão não corroa nosso tecidos,

pela recompensa que está no paraíso.

Que se pense como vulcões,

e também como rios.

Que o medo não promova a solidão,

e que o convívio floresça em meio ao isolamento.

Que o reflexo não aterrorize,

mas lembre doce-de-leite.

Que a origem-mãe seja a certeza,

e que do futuro não se saiba.

Que incerto premente seja a possibilidade,

de se cantar “alegria, alegria” pelas ruas.

Que a banda anime o cansaço,

e que o silêncio seja abrigo.

Que achemos respostas,

mesmo sem querer.

Pois metade delas estão em mim,

e a outra metade, em ti.

(*) poesia escrita em 11/ja/2009, inspirada na música Metade de Oswaldo Montenegro ;-)

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Alimentos orgânicos

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Diz-se muito por aí que nos alimentamos cada vez pior – e é verdade. Eu adoro “junk food“, têm gosto bom e é só: são riquíssimos em açúcares e gorduras além de paupérrimos em nutrientes… e convenhamos, nem só de prazeres fugazes vivemos. A minha sorte é que sempre curti uma saladinha, não porque faz bem, ou porque me obrigavam a comer, mas porque acho o gosto bom mesmo.

Aí, nos últimos tempos, morando sozinha, mais independente e também mais autônoma das minhas decisões alimentares (sem depender do que a família ou a mãe querem comer/cozinhar) passei a consumir mais alimentos saudáveis (frutas, legumes, verduras, etc.) e também passei a conhecer mais o produção deles e do que carregam em si. Com isso vieram as informações sobre agrotóxicos, leites reconstituídos, carnes vindas de processos cruéis, etc.

Assim, resolvi que na medida do possível (e esse possível inclui o bolso) consumirei produtos orgânicos, certificados. Não apenas por serem mais saudáveis, mas também porque estão inseridos em sistemas de produção mais sutentáveis.

Por fim, como consumidora que reclama quand acho algum produto/serviço ruim, acho que cabe promover aqueles que achamos bons e, dentre esses, estão:

Sementes de Paz – de quem eu compro alimentos orgânicos (eles entregam semanalmente em casa)

Quintal dos orgânicos – onde fui, desfrutri de um ótimo almoço e que tem além de alimentos outros produtos orgânicos como produtos de limpeza e até roupas

Experimentem!

http://pt.wikipedia.org/wiki/Junk_food
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TransparencyHackDay – Vazios Urbanos e Moradores de Rua

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O que é um TransparencyHackDay?

É um encontro aberto e gratuito articulado pela Esfera que conta com um público interdisciplinar e multiplicador. Tem como objetivo juntar pessoas com diferentes perfis para pensar e criar projetos que resultem em ação política prática e engajamento cívico através da web. O hackday faz parte do calendário da comunidade Transparência Hacker, um grupo de desenvolvedores, hackers, e indivíduos interessados em promover uma nova esfera pública através da web.

Qual é o tema?

Vazios Urbanos, isto é, “espaços e imóveis que não cumprem sua função social“ e moradores de rua – que não conta com verbete na Wikipedia.

Mapeando esses dois dados (demanda social e oferta ociosa) será possível pensar/propor políticas públicas efetivas para a questão das moradias, indicando com precisão dados e localizações. Read more »

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Estacionamento em shopping

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Esta semana fui ao Villa-Lobos pois queria ir na Livraria Cultura e a mais próxima da USP era a do shopping.

Confessso: não sou muito fã de shopping center!

Motivos? De início é muito provável ter de enfrentar fila no estacionamento, paciência necessária para achar vaga no estacionamento, fila no cinema, filas nos restaurantes, pessoas paradas em frente às vitrines discutindo assuntos tão relevantes quanto a cor da peruca da Dilma… Ah, tem também os preços absolutamente fora de propósito dos produtos vendidos como roupas, objetos de decoração, etc.

Mas tem lá suas vantagens: várias opções de alimentação concentradas na famosa Pça de Alimentação e algumas boas livrarias. Só.

Mas não estou escrevendo para discutir vantagens e desvantagens dos shoppings. Na realidade, escrevo para fazer um protesto quase silencioso e inócuo: os preços abusivos dos estacionamentos.

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“O que é mais importante: explicar a realidade ou convencer?”

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Recomendação especial para o dia de hoje: assistam ao filme Cronicamente Inviável de Sérgio Bianchi.

Na mesa de jantar da segunda cena temos a rica hipócrita Maria Alice; Carlos, o rico consciente e concordante com seu papel dominador; Luis, o rico escroto dono do restaurante(ambientação de várias cenas) e a gerente do mesmo restaurante que ascendeu socialmente e reproduz (tal qual o capataz) o papel do opressor.

BA, por Alfredo: Perfeita forma de dominação autoritária: a felicidade! Ainda se insiste em criticar a Bahia, nada mais é que a inveja da genialidade do projeto – enquanto o resto do mundo se esforça para dominar as massas pelo capitalismo, socialismo, guerra, revolução ou consumo… Mas e quem não quer ser feliz? É obrigado a aderir a essa “ficção barata da felicidade moribunda, podre, mijada; essa imagem aprimorada da brasilidade enlatada que é boa para todo mundo”?

Segue-se um programa que parece estar discutindo a identidade nacional a partir da obra Brasil Ilegal* do antropólogo Alfredo Bur. Tal debate conta com três outros esteriótipos: 1) a branca sulista à direita, 2) o indígena à esquerda e 3) o antropólogo conciliador ao centro.

*Detalhe pitoresco, que pode ser devaneio meu, é o título da obra de Alfredo (Brasil Ilegal) ser um trocadilho com o programa Brasil Legal, da Regina Casé em que ela viajava o Brasil, tal qual Alfredo o faz – cada qual de modo e acidez bem diferente.

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